STM mantém condenação de cabo do Exército por apresentação de documentos falsos – – –
Três vezes Scorsese – – –
Nova resolução do CNJ permite ao órgão monitorar ordens de bloqueio de créditos – – –
Regime prisional não retroage para desconstituir tempo de pena em regime aberto, decide TJSP – – –
Defesa diz que 657 arquivos do celular de Vorcaro foram modificados após apreensão pela PF – – –
Juiz que beneficiou réu do 8 de Janeiro escapa de inquérito no STF, mas segue sob análise do CNJ – – –
Certidões de óbito de pessoas mortas por policiais terão de detalhar contexto, além da causa médica – – –
TSE pede para Congresso incluir na Lei da Ficha Limpa inelegibilidade de quem comete violência doméstica – – –
STJ nega novo recurso apresentado pela defesa do ex-jogador Robinho, que cumpre pena em Limeira (SP) – – –
Ministro Alexandre de Moraes, do STF, determina arquivamento de inquérito contra youtuber Monark – – –
Ministro Flávio Dino do STF

STF valida plano da União para reestruturar a CVM e reforça fiscalização do mercado de capitais

Há 4 meses
Atualizado sexta-feira, 3 de julho de 2026

Da Redação

O Supremo Tribunal Federal homologou o plano emergencial apresentado pela União para reestruturar a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), encerrando uma etapa importante da discussão travada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.791. A decisão foi proferida pelo ministro Flávio Dino, relator do processo, após concluir que o governo atendeu às exigências fixadas anteriormente pela Corte.

A ação foi proposta pelo Partido Novo e discute dispositivos da Lei 14.317/2022 relacionados à Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários. No curso do processo, o STF constatou deficiências estruturais na autarquia, especialmente quanto à insuficiência de pessoal e à capacidade de exercer suas atribuições fiscalizatórias.

Em decisão liminar já referendada pelo Plenário, o Supremo havia determinado que ao menos 70% da arrecadação da taxa de fiscalização permanecesse destinada à CVM, além de exigir da União a apresentação de um plano para recuperar a capacidade operacional do órgão.

Plano atende às exigências estabelecidas pelo STF

Ao analisar a nova versão apresentada pelo governo federal, o relator concluiu que as medidas contemplam os quatro eixos definidos pelo próprio STF como essenciais para a recuperação institucional da autarquia: fortalecimento da atividade sancionadora, recomposição do quadro de pessoal, ampliação da cooperação institucional e aperfeiçoamento da supervisão preventiva do mercado.

Na área de fiscalização, o plano prevê ações voltadas à redução do estoque de processos administrativos e ao aumento da capacidade de julgamento de casos considerados prioritários. Segundo as informações encaminhadas ao Supremo, mais de 90% do acervo pendente passou por triagem, permitindo a identificação dos procedimentos com maior potencial sancionador.

A União também apresentou metas para elevar o número de julgamentos de processos administrativos sancionadores no segundo semestre de 2026, medida que, na avaliação do relator, demonstra compatibilidade com os parâmetros estabelecidos pela decisão judicial.

Reforço de pessoal e integração institucional

Outro ponto considerado relevante foi o conjunto de providências destinado à recomposição da força de trabalho da CVM. O plano contempla o aproveitamento de candidatos aprovados no Concurso Público Nacional Unificado, reforço da estrutura administrativa, pagamento de horas extraordinárias e iniciativas voltadas à valorização e retenção de servidores.

No campo tecnológico e da inteligência regulatória, permanecem válidas as medidas já homologadas anteriormente pelo Supremo, como a integração de bases de dados, o fortalecimento de acordos de cooperação técnica e o desenvolvimento de ferramentas voltadas à identificação de práticas abusivas no mercado de capitais.

Também foi prevista a criação de mecanismos permanentes de atuação conjunta entre a CVM e o Banco Central, com foco no compartilhamento de informações estratégicas e na resposta mais rápida às transformações do ambiente regulatório.

“Zonas cinzentas” e pedido do Partido Novo

O plano ainda estabelece um programa permanente para identificar as chamadas “zonas cinzentas” da regulação financeira, com a elaboração de uma matriz de riscos destinada a orientar futuras ações de supervisão. Entre as iniciativas previstas estão a instalação de um fórum permanente entre a CVM e o Banco Central, a produção de notas técnicas conjuntas e a elaboração de relatórios periódicos sobre lacunas regulatórias.

A proposta busca reduzir espaços para arbitragem regulatória, ampliar a proteção aos investidores e fortalecer a atuação preventiva da autarquia diante de novas estruturas e produtos financeiros.

Na mesma decisão, Flávio Dino rejeitou o pedido do Partido Novo para que os recursos arrecadados com a taxa de fiscalização fossem depositados diretamente em conta exclusiva da CVM, fora do Caixa Único do Tesouro Nacional. Para o ministro, enquanto houver mecanismos capazes de assegurar a identificação e a correta destinação dos valores, não há necessidade de criar uma conta segregada, sem prejuízo de eventual reavaliação futura.

Autor

Leia mais

Cabos do Exército durante desfile

STM mantém condenação de cabo do Exército por apresentação de documentos falsos

Há 3 dias

Três vezes Scorsese

Há 3 dias
Edifício-sede do CNJ em Brasília

Nova resolução do CNJ permite ao órgão monitorar ordens de bloqueio de créditos

Há 3 dias
Sede do TJSP

Regime prisional não retroage para desconstituir tempo de pena em regime aberto, decide TJSP

Há 3 dias

Defesa diz que 657 arquivos do celular de Vorcaro foram modificados após apreensão pela PF

Há 3 dias
Homem depredando relógio histórico no Palácio do Planalto em 8/1/23

Juiz que beneficiou réu do 8 de Janeiro escapa de inquérito no STF, mas segue sob análise do CNJ

Há 3 dias