Governo Lula orienta ministros a tratar fuga de Flávio como caso de Justiça – – –
Dilma Rousseff e outros membros de conselho da Petrobras em 2006 são absolvidos pela CVM por compra de Pasadena – – –
Flávio diz ser alvo de “fraude” e “abuso de poder”, mas recua após se intitular “verdadeiro presidente eleito” – – –
Demora para edição da MP sobre o “imposto do pecado” leva a preocupações no mercado – – –
Justiça bloqueia R$ 327 milhões do CV por controle do gás de cozinha no Rio de Janeiro – – –
Toffoli pede vista e STF suspende julgamento sobre fretamento da Buser – – –
Exigência de atestados médicos com o CID não viola intimidade do trabalhador nem LGPD, diz TST – – –
Kassio determina manifestação da PGR sobre pedido de revisão da pena de Jair Bolsonaro – – –
STF mantém competência da Justiça do Trabalho no caso de ex-funcionário da RFFSA – – –
PF confirma que Flávio descumpriu ordem judicial mas não é considerado foragido – – –
Presidente do STF, ministro Edson Fachin

Fachin lança Rede Nacional de Magistrados para combate ao crime organizado

Há 4 meses
Atualizado terça-feira, 14 de julho de 2026

Da redação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, lançou nesta terça-feira (14) a Rede Nacional de Magistradas e Magistrados com Competência em Criminalidade Organizada. Durante a cerimônia, Fachin afirmou que o crime organizado age de forma complexa, utilizando plataformas digitais, criptoativos, estruturas empresariais aparentemente lícitas e mercados de apostas eletrônicas para movimentar recursos ilícitos.

O ministro observou que o mercado de apostas eletrônicas clandestinas vem sendo usado como instrumento de organizações criminosas envolvidas em lavagem de dinheiro, ocultação de bens e financiamento de crimes como tráfico de drogas, contrabando e corrupção, com forte dimensão transnacional.

Resposta articulada entre instituições

Para Fachin, o enfrentamento a esse tipo de criminalidade exige inteligência financeira e cooperação entre diversos órgãos. “Enfrentar esse fenômeno exige inteligência financeira, cooperação entre Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central, Ministério Público e polícias, além do rastreamento de criptoativos. A resposta estatal à criminalidade em rede exige, necessariamente, uma Justiça também articulada em rede”, afirmou.

O ministro destacou ainda que o combate à criminalidade organizada, em sua expressão tecnológica e financeira mais sofisticada, ultrapassa a capacidade de atuação isolada de qualquer órgão. Criada pela Portaria CNJ nº 142/2026, a iniciativa busca ampliar a cooperação entre juízas e juízes de todo o país, prevendo compartilhamento de informações, estratégias, boas práticas e ações de formação continuada.

Riscos à independência da magistratura

O presidente do STF e do CNJ também chamou atenção para os riscos enfrentados por magistradas e magistrados que atuam em processos relacionados ao crime organizado. Segundo Fachin, decisões sobre bloqueio de bens, apreensão de patrimônio e medidas investigativas podem transformar esses profissionais em alvos de ameaças, com impacto direto sobre sua segurança pessoal e sobre a independência da Justiça.

“Quando o medo interfere na liberdade de decidir, o alvo verdadeiro é a independência do Poder Judiciário e o próprio Estado Democrático de Direito”, afirmou o ministro. Segundo ele, a Rede também tem como objetivo dar mais celeridade e efetividade aos processos judiciais, reduzindo a duplicidade de esforços entre unidades de Justiça e evitando a perda de elementos probatórios sensíveis ao tempo.

Foco em capacitação técnica

Entre as prioridades do novo grupo está o aperfeiçoamento técnico da magistratura em relação ao modus operandi das organizações criminosas. Temas como rastreamento de ativos digitais, sistemas de pagamentos instantâneos, contas laranjas digitais usadas para ocultar recursos e plataformas de apostas licenciadas em jurisdições com baixa regulação estarão entre os assuntos estudados e debatidos pelos participantes da Rede.

Fachin adiantou que está prevista a uniformização jurisprudencial e metodológica sobre o tema entre os magistrados integrantes da iniciativa. “A construção de um protocolo nacional reduz eventuais assimetrias de tratamentos entre comarcas e seções judiciárias”, afirmou.

Para o ministro, a cooperação técnica e institucional é o caminho para qualificar as respostas do Judiciário à sociedade. “É pela cooperação técnica e institucional que construiremos respostas cada vez mais qualificadas para a sociedade”, concluiu.

*Com informações do STF

Autor

Leia mais

A foto mostra a fachada do Palácio do Planalto em Brasília.

Governo Lula orienta ministros a tratar fuga de Flávio como caso de Justiça

Há 1 hora
Ex-presidente Dilma Rousseff

Dilma Rousseff e outros membros de conselho da Petrobras em 2006 são absolvidos pela CVM por compra de Pasadena

Há 11 horas
Senador Flávio Bolsonaro descendo de avião

Flávio diz ser alvo de “fraude” e “abuso de poder”, mas recua após se intitular “verdadeiro presidente eleito”

Há 12 horas
Cédulas de dinheiro referentes a pagamentos de tributos

Demora para edição da MP sobre o “imposto do pecado” leva a preocupações no mercado

Há 13 horas

Justiça bloqueia R$ 327 milhões do CV por controle do gás de cozinha no Rio de Janeiro

Há 13 horas

Toffoli pede vista e STF suspende julgamento sobre fretamento da Buser

Há 14 horas