TST aumenta 6x a indenização para gestante obrigada a vomitar em lata de lixo – – –
Médico condenado por ofensas a colega em denúncia ao conselho deve pagar R$ 3 mil – – –
Campanhas de Lula e Flávio entregam petição conjunta ao TSE para quebra de sigilos – – –
STF retoma julgamento sobre acesso a dados sigilosos em investigações criminais – – –
Após 240 dias de impasse, CNJ anula recusa e determina promoção no TJRN – – –
INSS não pode usar robôs para negar benefício sem permitir novas provas, decide STJ – – –
JF aceita denúncia e torna réus 12 integrantes da Voepass por acidente que matou 62 pessoas – – –
PF deflagra operação para desarticular esquema ilegal de investimentos por plataformas e criptomoedas – – –
Justiça barra bloqueio de contas de Romário em cobrança de R$ 845 mil – – –
Policiais penais de Santa Catarina têm direito a horas extras, decide STF – – –
Ambiente interno de um provedor de internet

Provedor de internet pode não ter condições técnicas para identificar usuário, decide STJ

Há 3 meses
Atualizado sexta-feira, 10 de julho de 2026

Da Redação

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que provedor de internet não tem a obrigação de identificar um usuário sem saber a porta lógica. Com base neste entendimento, os ministros que integram a 3ª Turma da Corte acolheram embargos de declaração com efeitos divergentes para mudar a conclusão de um julgamento.

O caso suscitou amplo debate na Turma. A decisão original, de maio de 2025, obrigava a Telefônica a identificar o usuário de seus serviços que enviou um e-mail com mensagens difamatórias a uma empresa. A autora do pedido forneceu, para tanto, o número de IP e o de uma janela de tempo de dez minutos em que a mensagem foi disparada. 

Empresa argumentou dificuldade

A Telefônica, então, argumentou que seria preciso identificar a porta lógica utilizada. A porta lógica consiste em um identificador de conexão específico que, combinado com o IP do usuário, permite identificá-lo de forma única em um determinado acesso à internet.

Inicialmente, a 3ª Turma concluiu que não apenas os provedores de aplicação, mas também os provedores de conexão têm a obrigação de guardar e fornecer dados relativos à porta lógica de origem, conforme estabelece jurisprudência sobre o tema. Mas mesmo assim, a questão suscitou discussões.

Voto divergente venceu

Para a relatora do recurso na Turma, ministra Nancy Andrighi, é essa obrigatoriedade que deveria prevalecer. Mas venceu o voto relator apresentado pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, no sentido de que a Telefônica pode não ter condições de saber a porta-lógica em situações diversas.

Isto, em função de dificuldade técnica existente no sistema de internet brasileiro que faz com que seja necessário descobrir essa informação. A empresa de telefonia pediu uma perícia, que foi rejeitada pelas instâncias ordinárias.

Dúvidas sobre possibilidade técnica

“Não está tecnicamente claro se o provedor de conexão somente poderá identificar o usuário infrator se antes o provedor de aplicação disponibilizar dados referentes à mencionada porta lógica”, afirmou o magistrado, ao acrescentar que “a Telefônica não tem concretamente como ir lá e identificar”.

Em função do voto divergente ter prevalecido, o processo foi devolvido às instâncias ordinárias, de forma que seja realizada uma perícia para analisar a necessidade de o provedor do e-mail fornecer os dados que permitam à Telefônica identificar o usuário. O processo julgado foi o Recurso Especial (REsp) Nº 2.170.872.

— Com informações do STJ

Autor

Leia mais

TST aumenta 6x a indenização para gestante obrigada a vomitar em lata de lixo

Há 4 minutos

Médico condenado por ofensas a colega em denúncia ao conselho deve pagar R$ 3 mil

Há 10 minutos
Presidente Lula e senador Flávio Bolsonaro, presidenciáveis das eleições 2026

Campanhas de Lula e Flávio entregam petição conjunta ao TSE para quebra de sigilos

Há 37 minutos

STF retoma julgamento sobre acesso a dados sigilosos em investigações criminais

Há 3 horas

Após 240 dias de impasse, CNJ anula recusa e determina promoção no TJRN

Há 4 horas
mãos simulam entrar no aplicativo gov.br pelo celular

INSS não pode usar robôs para negar benefício sem permitir novas provas, decide STJ

Há 5 horas