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Dupla é condenada a 30 anos por morte durante falsa compra de videogame

Há 5 meses
Atualizado terça-feira, 26 de maio de 2026

Da Redação

Criminosos criaram perfil falso em rede social para atrair vítimas; homem que tentou proteger a esposa foi baleado e morreu

Dois homens foram condenados a 30 anos de prisão por latrocínio — crime de roubo seguido de morte — após simularem, pela internet, interesse na compra de um videogame. O golpe atraiu um adolescente e seus acompanhantes para uma emboscada em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. A sentença foi proferida pela 2ª Vara Criminal da cidade.

Além da pena de reclusão em regime fechado, os réus terão de pagar 15 dias-multa cada um e indenizar a família da vítima em R$ 15 mil, além de ressarcir o valor do videogame que tentaram roubar.

Como o crime foi planejado

Os acusados criaram um perfil falso em uma rede social e entraram em contato com um adolescente que anunciava um videogame à venda. Combinaram um encontro presencial para fechar o negócio — uma prática comum e, em geral, segura, mas que, neste caso, escondia uma armadilha.

No dia marcado, o jovem foi ao endereço indicado acompanhado da mãe, do irmão de sete anos e de um casal de amigos. Ao chegarem ao local, os dois homens anunciaram o assalto.

O disparo e a morte

Durante a ação criminosa, um dos companheiros do adolescente tentou intervir para proteger a esposa. Foi então que um dos assaltantes atirou. O homem não resistiu ao ferimento.

O crime, que começou como um roubo, passou a ser enquadrado como latrocínio — modalidade prevista no artigo 157 do Código Penal, com pena mais severa, justamente por ter resultado em morte.

A decisão da juíza

Na sentença, a juíza Jéssica de Paula Costa Marcelino concluiu que os dois réus agiram juntos e com o mesmo objetivo, o que os torna igualmente responsáveis pelo crime — mesmo que apenas um tenha atirado. Para a magistrada, o disparo não foi um ato isolado ou imprevisível, mas uma consequência direta da dinâmica do assalto armado.

A juíza também levou em conta agravantes: a emboscada planejada, a violência praticada em local público e a presença de crianças durante o crime. Os sobreviventes, incluindo a mãe e o irmão caçula do adolescente, sofreram traumas psicológicos.

Próximos passos

Os condenados não poderão recorrer em liberdade — ou seja, seguirão presos enquanto aguardam eventual julgamento de recurso. A defesa, no entanto, tem o direito de contestar a decisão nas instâncias superiores.

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