Da Redação
O advogado Eugênio Aragão comunicou nesta terça-feira (19/5) que deixou a defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, preso preventivamente por suspeitas de participação na fraude do Banco Master.
Costa negocia uma delação premiada com a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota, Eugênio afirmou que “somente participa de iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade”, sem entrar em maiores detalhes sobre o motivo exato que o levou a deixar a defesa de Costa.
“Respeito à legalidade”
O advogado, ex-ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff e ex-procurador-geral eleitoral, também comentou a possível delação premiada de Paulo Henrique Costa passando uma recada intríseca de que não concorda com a maneira como as negociações estão sendo propostas.
Ressaltou que “eventual colaboração premiada apenas seria considerada diante da existência de provas consistentes e inequívocas, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas”.
Divergências com colegas
Nos bastidores, o que se comenta é que Eugênio Aragão vinha tendo muitas divergências sobre sua forma de atuar na condução do processo com o outro escritório que também é responsável pela defesa de Paulo Henrique Costa, o de Davi Tangerino, no tocante a providências regimentais. Por esse motivo, decidiu deixar a causa.
Na Polícia Federal, no Judiciário e no Executivo Federal, continua grande a possibilidade de vir a ser formalizada a delação premiada do ex-dirigente do BRB até o final deste mês.
— Com informações de Agências de Notícias