Da Redação
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (20/05) que o Ministério da Justiça e o Itamaraty adotem as providências necessárias para a conclusão do processo de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli.
O despacho toma como base documento encaminhado à Corte no último dia 14 pela Coordenação-Geral de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas da Itália, pedindo que sejam enviados vários documentos traduzidos em italiano.
Condenação por dois crimes
A ex-deputada federal foi condenada no ano passado pelo STF a cerca de 15 anos de prisão por dois crimes. O primeiro, por invasão dos sistemas de tecnologia da informação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de documentos falsos.
O segundo, por correr e ameaçar um radialista portando uma arma no centro de São Paulo, na véspera das eleições presidenciais de 2022.
Presa na Itália
Zambelli fugiu para a Itália em julho do ano passado e foi presa no país após ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol como foragida internacional.
O Brasil pediu a extradição da ex-deputada às autoridades italianas que, após um longo processo judicial, acolheu a solicitação.
Recursos ainda pendentes
Alguns recursos, porém, ainda estão pendentes, como um que tem previsão de ser julgado sexta-feira (22/05), ajuizado por sua defesa com o argumento de que ela é perseguida política no Brasil e não teve um julgamento justo.
Além da defesa, o governo brasileiro também vai acompanhar o julgamento via Embaixada do Brasil na Itália e Advocacia-Geral da União (AGU). A expectativa é que, com o processo de extradição concluído, Zambelli seja entregue ao Brasil sob escolta policial e fique presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal.
— Com informações do STF e Agências de Notícias