Moraes mantém prisão preventiva de condenados pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes – – –
Advogado com nanismo é reprovado novamente em concurso para delegado de MG após STF garantir adaptação – – –
Entra em vigor Lei Bárbara Penna, que altera a LEP e a Lei de Tortura para agressores de mulheres – – –
TST rejeita apólice de seguro-garantia como depósito recursal em processo referente à Cespe – – –
TRF1 mantém direito de candidato com limitação no braço a concorrer em vagas PcD na Polícia Federal – – –
CNJ promove Circuito dos Cuidados com documentário, exposição e debate sobre direitos humanos – – –
Moraes determina notificação de Bolsonaro sobre processo de perda de patente no STM – – –
Nova NR-1 passa a incluir entre diretrizes no trabalho, temas como burnout, assédio, estresse e violência – – –
Dino determina que União informe preparação contra incêndios na Amazônia e Pantanal em 2026 – – –
Ministros Nunes Marques, André Mendonça e Estela Aranha, do TSE, vão relatar ações dos presidenciáveis – – –
Fusões e aquisições: segurança jurídica define o resultado – – –
Fachin e Alcolumbre discutem reforma da remuneração do serviço público e teto constitucional – – –
JBS é condenada a pagar R$ 15 mil a operador por câmeras em vestiário masculino – – –
STJ e Interpol realizam curso inédito sobre criminalidade transnacional e intercâmbios – – –
Justiça do RJ retomou na manhã desta segunda-feira (25) julgamento do caso Henry Borel – – –
Justiça dos EUA autoriza citação por e-mail de Alexandre de Moraes em processo da Rumble e Trump Media – – –
STF decide aplicação da Selic em dívidas judiciais e impacto pode atingir milhares de ações – – –
Fim da escala 6×1 tem semana decisiva na Câmara – – –
Brian De Palma em cinco tempos – – –
AGU diz ao STF que ‘Lei da Dosimetria’ é inconstitucional e pede suspensão imediata – – –
Advogados de juiz negro demitido do TJRO protocolam no CNJ pedido de investigação por racismo – – –
Corte de Roma acolhe recurso de Zambelli, anula decisão que autorizou extradição e determina soltura – – –
Justiça Federal condena União a parar de usar linguagem pejorativa sobre João Cândido e a Revolta da Chibata – – –
Mendonça manda Daniel Vorcaro voltar à sala de Estado-Maior após transferência para cela comum na Superintendência da PF – – –
Tribunal do Paraná retira acusação de tentativa de feminicídio de homem que ateou fogo em ex-companheira – – –
Honorários sucumbenciais podem, em caso excepcional, ser pagos antes do crédito principal da parte vencedora – – –
CNJ lança aplicativo no Dia Nacional da Adoção para ampliar chances de crianças e adolescentes encontrarem família – – –
TST multa Sabesp e Fazenda de SP por abuso do direito de recorrer em ação de aposentados – – –
STJ reconhece direito ao adicional noturno para professores federais sem controle de frequência – – –
Restaurante Abraccio é condenado a indenizar atendente ofendida com xingamento racista de cliente – – –
TJPE nega recurso da defesa de Sari Corte Real, condenada pela morte do menino Miguel – – –
Cármen Lúcia vota pela derrubada da lei de 2025 que mudou regras da ficha limpa – – –
Sem delação, advogados pedem ao STF que Vorcaro volte para ala na Papudinha e deixe cela simples da PF – – –
Resolução que padroniza pagamento de magistrados está na pauta do CNJ para a próxima terça-feira (26) – – –
TST afasta prescrição e garante análise de reajustes de convenção coletiva de 1989 – – –
TSE decide que culto religioso com fins eleitorais configura abuso de poder – – –
Moraes arquiva caso contra Motta e Ciro Nogueira por bagagens sem vistoria – – –
STF julga hoje mudanças na Lei da Ficha Limpa que podem reabilitar políticos condenados – – –
Ações referentes a ressarcimento de entidades do Sistema S têm natureza privada, decide STJ – – –
Fachin restabelece Código Tributário de Piracicaba e derruba suspensão imposta pelo TJ-SP – – –
Justiça do DF determina à Meta suspensão de perfil que vinha praticando o chamado “golpe do falso advogado” – – –
STF valida lei que reduz área do Parque do Jamanxim para viabilizar construção da Ferrogrão – – –
Não é preciso recolhimento prévio de multa quando recurso tem como objetivo discutir penalidade aplicada – – –
Bancária é demitida por justa causa após jantar durante pandemia; TST mantém decisão – – –
STF retoma julgamentos sobre Ferrogrão, isenção para PCDs e Lei Maria da Penha nesta quinta-feira – – –
STJ abre investigação para apurar tentativa de fraude por meio de manipulação do sistema de IA da Corte – – –
STF recebe outra denúncia contra delegados acusados de obstruir investigações do caso Marielle – – –
Operação Juro Zero: Polícia Federal investiga tráfico de pessoas e trabalho escravo no Rio de Janeiro – – –
Ministro André Mendonça, do STF, é reeleito para mais um biênio no colegiado do TSE – – –
Saiba como declarar planos de saúde e dependentes sem cair na malha no IRRF/2026 – – –
Executivo Federal publica dois decretos e sanciona quatro leis para combate à impunidade no ambiente digital – – –
Deolane Bezerra é presa em operação que mira lavagem de dinheiro do PCC – – –
STF derruba lei do DF que certificava empresas livres de pirâmide financeira – – –
TST decide que mudança nos Correios no cálculo de abono de férias prejudicou trabalhadores – – –
Dino cobra explicações da Câmara sobre viagem de Mário Frias ao exterior – – –
PF rejeita delação de Daniel Vorcaro, mas PGR ainda pode manter negociações – – –
STJ torna réu desembargador aposentado por crimes de assédio e importunação sexual – – –
Pacto Brasil contra o feminicídio completa 100 dias com avanços na proteção a mulheres e órfãos da violência – – –
OAB convoca audiências públicas em todo o país para debater reforma do Judiciário – – –
STF julga lei do DF que cria selo anticorrupção para empresas de vendas diretas – – –
Pagamento determinado em sentença arbitral não pode ser feito mediante regime de precatórios, decide STJ – – –
STJ autoriza OAB e estado de Goiás a negociarem acordo sobre gravação de conversas em presídio – – –
TSE mira deepfakes e desinformação com novas regras de IA para as eleições de 2026 – – –
CCJ do Senado aprova indicação de Benedito Gonçalves para corregedor do CNJ – – –
AGU notifica Google, Meta, TikTok, Kwai e Microsoft para combater fraudes no Novo Desenrola Brasil – – –
STF julga nesta quarta casos sobre pirâmide financeira, Lei Maria da Penha e Ferrogrão – – –
Advogado Eugênio Aragão anuncia saída da defesa do ex-presidente do BRB – – –
Moraes determina que MJ e Itamaraty tomem providências para entrega de Zambelli pela Itália – – –
Mundo jurídico lamenta falecimento de professor e jurista João Maurício Adeodato – – –
Fabricante de refrigerantes em Recife terá multa se atrasar pagamento de demitidos – – –
Governo lança financiamento de R$ 30 bilhões para motoristas de aplicativos e taxistas – – –
Ministro do STJ nega liminar e aciona OAB após detectar “alucinações” de IA em petição de habeas corpus – – –
Câmara aprova e partidos ganham até 15 anos para pagar multas e carta branca para disparar mensagens em massa – – –
Por escrever quatro livros na cadeia, Marcinho VP ganhou direito a remição de mais de um ano da pena – – –
Dino determina que União e estados expliquem critérios de controle sobre irregularidades no Cadastro Ambiental Rural – – –
CNJ e Defensoria Pública da União firmam acordo para proteger órfãos do feminicídio e ampliar acesso à Justiça – – –
CNJ realizará mutirão penal em junho e analisará casos de monitoração eletrônica para pessoas com transtorno mental – – –
Gilmar Mendes restabelece publicação de Zeca Dirceu sobre Deltan Dallagnol – – –
STM nega habeas corpus a sargentos do Exército acusados de maus-tratos a recrutas em Porto Velho – – –
TST decide que herança de trabalhador morto deve ser partilhada na Justiça comum, não na Trabalhista – – –
Dino manda governo explicar buracos na transparência das emendas parlamentares – – –
Especialistas discutem regulamentação sobre o licenciamento ambiental no Brasil – – –
TJSP confirma decisão contra ex-deputado Alexandre Frota por difamar jogador de futebol – – –
7ª fase da operação Compliance Zero está nas ruas. Desta vez, no estado de Rondônia – – –
Hospital de município de Goiás é condenado a indenizar dois casais por troca de bebês após o parto – – –
Justiça mantém condenação do Reclame Aqui por vincular queixas à empresa errada – – –
Supermercado é condenado a indenizar funcionária após gerente dizer que ela “levava ratos escondidos no cabelo” – – –
Vorcaro vai para cela comum após fim da elaboração de delação premiada – – –
Câmara reserva semana inteira para votar projetos do agronegócio em meio a crise no setor – – –
Brasileiros querem polícia mais bem preparada, não mais punitiva, aponta pesquisa – – –
Setor de petróleo questiona no STF cobrança de Imposto de Exportação sobre petróleo bruto – – –
Eleições suplementares: União Brasil vence em duas cidades do RN e em município de SP – – –
Fachin repudia ameaça a Dino e diz que divergência democrática não pode abrir espaço ao ódio – – –
TRF 1 reitera princípio da soberania e ressalta que não se pode alterar regime prisional de brasileiro em outro país – – –
TJDFT suspende visitas de pai ao filho após constatação de alcoolismo e violência doméstica – – –
PT vai ao STF para garantir recurso autônomo de assistente em processos eleitorais – – –
Concessão de benefício a servidor começa na data em que documentação é comprovada, diz STJ – – –
Sociedades de futebol só podem ser responsabilizadas por dívidas a atletas com contrato da época em que foram criadas – – –
Dino relata ameaça de funcionária de aérea e pede campanhas de educação cívica nas empresas – – –
Regra do Senado pode barrar nova indicação de Messias ao STF ainda em 2026 – – –
O advogado criminalista Bruno Salles

Estudo da chamada ‘dosimetria para golpistas’: O que muda, na avaliação do criminalista Bruno Salles

Há 5 meses
Atualizado sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

A Câmara dos Deputados aprovou recentemente o Projeto de Lei 2.162 de 2023, conhecido como PL da Dosimetria, alterando significativamente a execução penal no Brasil. A análise do texto, realizada pelo advogado criminalista Bruno Salles, revela que a nova legislação modifica os cálculos para progressão de regime prisional e estabelece regras de exceção específicas para crimes contra o Estado Democrático de Direito, impactando diretamente casos como os dos atos de 8 de janeiro.

Bruno Salles é mestre em Direito Penal pela USP, sócio do escritório Salles Ribeiro Advogados, e figura ativa em órgãos como o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM) e o Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD). É também um dos fundadores do Grupo Prerrogativas.

Ele analisou o texto aprovado pela Câmara Federal e comparou com a legislação atual. De acordo com o criminalista, as principais alterações são as seguintes:

Retorno do cálculo fracionário

O texto aprovado promove uma mudança relevante no “caput” do artigo 112 da Lei de Execução Penal, retomando a lógica matemática anterior a 2019.

Para crimes comuns, cometidos sem violência ou grave ameaça, a progressão de regime volta a ser calculada pela fração de 1/6 (um sexto) da pena.

Essa alteração reverte a sistemática introduzida pelo Pacote Anticrime, que havia transformado todos os marcos temporais de progressão em percentuais fixos.

Segundo a análise jurídica, o projeto cria um sistema híbrido e pouco sistemático ao misturar frações para crimes comuns e porcentagens para outras hipóteses.

Enquanto o crime comum sem reincidência adota a fração, as demais categorias de condenação continuam sujeitas aos cálculos percentuais estabelecidos anteriormente.

Alterações em crimes violentos

Uma das mudanças mais profundas apontadas pelo especialista diz respeito aos crimes cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa.

Anteriormente, qualquer delito dessa natureza exigia o cumprimento de 25% da pena para que o preso tivesse direito à progressão de regime.

Com a nova redação, essa exigência de 25% fica restrita exclusivamente aos crimes contra a Pessoa (Título I) e contra o Patrimônio (Título II).

Isso implica que crimes contra a Dignidade Sexual, Paz Pública ou Administração Pública, mesmo se violentos, passam a ter progressão com apenas 1/6 da pena.

Dessa forma, delitos graves como incêndio, explosão, corrupção e associação criminosa passam a ser tratados com regras mais brandas de execução penal.

Impacto no sistema carcerário

A análise de Bruno Salles destaca que essa medida, embora pareça pontual no relatório legislativo, possui efeitos abrangentes no ordenamento jurídico.

Crimes previstos em leis especiais, como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e crimes de trânsito, também poderão ser beneficiados pela regra de 1/6.

O advogado avalia que o projeto pode atuar como um mecanismo desencarcerador em larga escala, indo além dos objetivos políticos imediatos da proposta.

Esse efeito secundário de redução do encarceramento é visto como positivo pelo analista, mas demandará um esforço nacional de revisão processual.

O judiciário precisará reanalisar uma miríade de casos onde o tempo necessário para a progressão de regime foi reduzido pela nova lei.

Regras sobre remição da pena

O projeto também traz clareza jurídica para a questão da remição da pena durante o cumprimento em regime domiciliar.

Foi inserido um novo parágrafo garantindo que o cumprimento de pena em casa não impede o abatimento de dias por meio de trabalho ou estudo.

Embora a jurisprudência já permitisse essa contagem, a positivação expressa desse direito na lei representa um avanço na segurança jurídica dos apenados.

Exceção para o 8 de janeiro

O ponto mais controverso do PL reside na criação de uma regra de exceção para os crimes contra as Instituições Democráticas.

O texto insere uma disposição final determinando que, para esses delitos, deve-se aplicar sempre a regra do concurso formal de crimes.

No concurso formal, aplica-se apenas a pena mais grave com um aumento, ao contrário do concurso material, onde as penas são somadas.

A nova regra valerá mesmo que as condutas tenham “desígnios autônomos”, o que, pelo Código Penal vigente, obrigaria a soma das penas.

O advogado ressalta que essa alteração cria uma exceção inédita, modificando regras da Parte Geral do Código Penal através de uma norma específica.

Benefício retroativo aos réus

A análise critica o fato de o projeto ignorar a tradição jurídica de mais de quatro décadas, criando um benefício exclusivo para um grupo de condenados.

Ao impor o concurso formal mesmo diante de desígnios autônomos, o PL tende a diminuir substancialmente as penas dos envolvidos na trama golpista.

Por se tratar de uma norma de direito penal mais benéfica ao réu, a lei retroagirá para alcançar fatos passados, inclusive com trânsito em julgado.

Isso significa que as condenações já proferidas sobre os atos de 8 de janeiro poderão ser revistas para aplicação de penas menores.

Redução por crimes de multidão

Por fim, o projeto introduz um dispositivo específico para crimes praticados em contexto de multidão, visando reduzir a punibilidade dos participantes.

A proposta prevê que a pena será reduzida de um terço a dois terços para agentes que não exerceram liderança ou financimanto.

Para o especialista Bruno Salles, essa é mais uma evidência de que a alteração legislativa tem o objetivo claro de beneficiar um grupo específico.

Autor

Leia mais

Foto da vereadora Marielle Franco em local externo antes de ser assassinada em 2018.

Moraes mantém prisão preventiva de condenados pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

Há 9 minutos

Advogado com nanismo é reprovado novamente em concurso para delegado de MG após STF garantir adaptação

Há 37 minutos
Militante pelos direitos das mulheres Bárbara Penna

Entra em vigor Lei Bárbara Penna, que altera a LEP e a Lei de Tortura para agressores de mulheres

Há 41 minutos
Ministro Maurício Godinho Delgado

TST rejeita apólice de seguro-garantia como depósito recursal em processo referente à Cespe

Há 1 hora
Operação da Polícia Federal

TRF1 mantém direito de candidato com limitação no braço a concorrer em vagas PcD na Polícia Federal

Há 1 hora

CNJ promove Circuito dos Cuidados com documentário, exposição e debate sobre direitos humanos

Há 1 hora
Maximum file size: 500 MB