Paulo Frateschi, ex-presidente do PT, assassinado pelo filho em surto psicótico

Ex-deputado Paulo Frateschi morre esfaqueado pelo filho em surto

Há 1 mês
Atualizado quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Tragédia familiar choca o meio político e encerra trajetória de militância de figura histórica do PT

O ex-deputado estadual Paulo Frateschi (PT), de 75 anos, morreu nesta quinta-feira (6), em São Paulo, após ser esfaqueado pelo próprio filho, que estaria em surto psicótico. O crime ocorreu na residência da família, na rua Ponta Porã, na região da Lapa. A esposa do ex-parlamentar, Iolanda Maux, também foi agredida e sofreu uma fratura no braço.

De acordo com a Polícia Militar, os agentes foram chamados para atender a uma ocorrência de agressão e encontraram Frateschi caído na cozinha com ferimentos na região abdominal. O filho, Francisco Frateschi, de 34 anos, foi detido no local. O ex-deputado ainda foi socorrido ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos.

Histórico de militância e proximidade com Lula

Frateschi teve uma trajetória marcada pela luta política desde a juventude. Iniciou sua militância durante a ditadura militar, quando integrou a Ação Libertadora Nacional (ALN), sendo preso aos 19 anos, em 1969. Anistiado com o fim do regime, consolidou-se como dirigente histórico do Partido dos Trabalhadores.

Presidente estadual do PT em São Paulo, foi figura de confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2018, organizou as caravanas que antecederam a prisão de Lula. Após a soltura do líder petista, em 2019, Frateschi o acolheu em sua casa em Paraty, no litoral fluminense.

Tragédias familiares marcaram sua vida pessoal

Nos últimos anos, a vida de Frateschi foi marcada por perdas familiares. Em 2002, seu filho Pedro, de apenas 7 anos, morreu em um acidente de carro na rodovia Carvalho Pinto. Um ano depois, outro filho, Júlio, de 16, também faleceu em acidente automobilístico, ao capotar o carro que dirigia na rodovia Rio-Santos.

A esposa de Frateschi, Iolanda, que dirigia o carro em que Pedro faleceu, também foi vítima da agressão do filho nesta quinta-feira. Ela foi levada à UPA da Lapa com uma fratura no braço e permanece em observação.

Comoção política e solidariedade

A morte violenta de Frateschi gerou forte comoção entre lideranças políticas, especialmente do PT. O presidente Lula foi informado da tragédia e enviou emissários para acompanhar a família.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestou pesar nas redes sociais. Ele destacou a trajetória de Frateschi como “companheiro querido, homem fraterno e referência de compromisso público”. Frateschi foi secretário de Relações Governamentais durante a gestão de Haddad na Prefeitura de São Paulo.

Nota oficial do Partido dos Trabalhadores

O PT divulgou uma nota oficial lamentando profundamente a morte do ex-dirigente. O partido destacou sua “coragem, integridade e compromisso com a busca de um país mais justo”. Segundo o comunicado, Frateschi deixa um “legado marcado pela luta por justiça e inclusão”.

O velório e cerimônia de despedida ainda não tiveram detalhes divulgados pela família

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