Da Redação
Mais uma operação da Polícia Federal foi deflagrada nesta semana — em meio a pelo menos quatro outras, sobre temas diversos, realizadas pela corporação desde segunda-feira (06/07) até agora. A dessa quinta-feira (09/07) é a Operação Emendatio, que tem como objetivo investigar um esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares federais destinadas a organizações da sociedade civil (OSCs) no estado do Rio de Janeiro.
Um dos alvos de busca é o ex-deputado federal Chiquinho Brazão. Conforme informações da PF, cerca de 60 policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, foram bloqueados aproximadamente R$ 100 milhões em bens e valores dos investigados.
Mandados de prisão preventiva
Entre os dois mandados de prisão preventiva cumpridos pela Polícia Federal um teve como alvo Raphael da Silva Gonçalves, ex-assessor de Domingos Brazão. Ele foi preso em sua residência, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
O segundo mandado foi expedido contra Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, também condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes junto com Brazão — que já se encontra preso.
Pagamentos indevidos
Segundo a PF, a investigação aponta que parte dos recursos repassados a entidades sem fins lucrativos, que mantinham contratos e parcerias com órgãos da administração pública federal, teria sido desviada por meio de pagamentos indevidos, empresas de fachada e mecanismos destinados a ocultar a origem e o destino do dinheiro.
As diligências policiais também indicam que organizações da sociedade civil, pessoas físicas e empresas ligadas ao grupo investigado teriam sido utilizadas para movimentar recursos e ocultar patrimônio. A PF apura indícios de superfaturamento, conluio entre empresas participantes de cotações de preços e execução irregular de contratos firmados com as entidades.
Ocultação patrimonial
Segundo apurado até o momento, teriam sido utilizadas organizações da sociedade civil, pessoas físicas e pessoas jurídicas vinculadas ao grupo para movimentação financeira e para ocultação patrimonial, com indícios de repasses realizados por meio de empresas e de terceiros utilizados como interpostas pessoas.
Há suspeita de irregularidades nas parcerias celebradas com as OSCs investigadas, tais como superfaturamento, conluio entre empresas participantes das cotações de preços e inexecução contratual.
Coleta de provas
As medidas executadas nesta data têm como finalidade a coleta de provas, a identificação de outros envolvidos, assim como o aprofundamento da análise financeira e patrimonial dos investigados e a recuperação de ativos relacionados aos fatos apurados.
Os investigados poderão responder pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, sem prejuízo de outras infrações que venham a ser identificadas ao longo das apurações.
— Com Agências de Notícias