Da Redação
A organizadora do evento de rope jump — modalidade esportiva de salto — realizado na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), Evelyne dos Santos Gonçalves, foi indiciada pelos crimes de homicídio e fraude processual nesta quinta-feira (02/07) pela Justiça de São Paulo, pela morte de uma jovem no local, no mês passado.
A moça, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, pulou sem que tivessem sido colocadas nela os acessórios de segurança necessários. Além do indiciamento, a polícia pediu à Justiça a conversão da prisão temporária de Evelyne, decretada em 20 de junho, em prisão preventiva.
Núcleo responsável
Segundo o relatório do inquérito, a investigada fazia parte do núcleo responsável pela organização do evento e participou da definição da logística, da administração dos participantes, da divulgação da atividade e da manutenção da estrutura operacional necessária para a realização dos saltos.
Ainda de acordo com os investigadores, “a organizadora tinha o dever jurídico de impedir o resultado e assumiu o risco ao manter a atividade em condições consideradas precárias”.
Procura pela câmera
A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para localizar a câmera utilizada por Maria Eduarda durante o salto. O equipamento é considerado peça fundamental para esclarecer a dinâmica do acidente e, até o momento, não foi encontrado.
Em nota, a defesa de Evelyne afirmou que recebeu a conclusão do inquérito com respeito, mas discorda do indiciamento. “As teses defensivas serão apresentadas no momento oportuno, confiando que, ao final, os fatos serão devidamente esclarecidos, observando o devido processo legal e a presunção de inocência”, declarou o advogado Maurício Marchiori.
Entenda o caso
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu em 13 de junho após ser lançada da Ponte do Esqueleto, de cerca de 40 metros de altura, sem estar presa às cordas de segurança durante a prática de rope jump.
Imagens divulgadas por redes sociais mostram que, poucos segundos após o salto, pessoas que acompanhavam a atividade perceberam que algo estava errado e começaram a gritar sobre a ausência da corda de segurança.
Prisões e investigações
O primeiro inquérito concluiu que três instrutores foram presos em flagrante no dia da tragédia e posteriormente tiveram as prisões convertidas em preventivas.
Eles são investigados por homicídio com dolo eventual e por suspeita de fraude processual, após o desaparecimento da câmera que registrava o salto da vítima.
— Com Agências de Notícias