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foto do menino Henry Borel e ao lado a mãe e o padrasto

TJ do Rio garante nova testemunha no júri do caso Henry Borel para garantir defesa

Há 6 meses
Atualizado quinta-feira, 30 de abril de 2026

Da Redação

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro determinou a inclusão de uma testemunha no julgamento do caso Henry Borel, após concluir que houve restrição ao direito de defesa. A medida atende a pedido da equipe do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior e busca assegurar equilíbrio entre acusação e defesa no Tribunal do Júri.

A decisão ocorre às vésperas do julgamento, marcado para 25 de maio, e não altera o cronograma do processo. O tribunal considerou que impedir o depoimento poderia comprometer a validade do julgamento.

Reavaliação do direito de defesa

Os desembargadores entenderam que a exclusão da testemunha Miriam Santos Rabelo Costa prejudicava a estratégia da defesa. Por isso, autorizaram sua participação no júri como forma de corrigir a falha.

O entendimento do tribunal foi baseado no princípio constitucional da ampla defesa. Esse direito garante que o réu possa utilizar todos os meios legais para se defender.

Com a decisão, o processo se ajusta antes do julgamento, evitando questionamentos futuros sobre possíveis irregularidades.

Equilíbrio entre acusação e defesa

Ao permitir o depoimento, o tribunal reforça a chamada paridade de armas no processo penal. Esse conceito assegura condições equivalentes para ambas as partes durante o julgamento.

No Tribunal do Júri, esse equilíbrio é considerado essencial, já que a decisão final cabe a cidadãos comuns. Qualquer limitação pode influenciar a percepção dos jurados.

A medida também reduz o risco de anulação do julgamento por falhas processuais, o que poderia prolongar ainda mais o caso.

Impacto no julgamento

O caso envolve a morte do menino Henry Borel Medeiros, que gerou grande repercussão nacional. A inclusão da testemunha pode influenciar a linha de argumentação da defesa.

Apesar da mudança, a data do julgamento permanece mantida. As partes deverão se reorganizar para incorporar o novo depoimento à estratégia.

A expectativa é que o júri ocorra com maior segurança jurídica, após o ajuste determinado pelo tribunal.

Próximos desdobramentos

Com a decisão em vigor, a testemunha deverá ser ouvida durante o julgamento. A acusação terá direito de questioná-la, seguindo o princípio do contraditório.

O processo segue sendo acompanhado de perto por autoridades e pela sociedade. O caso se tornou um dos mais emblemáticos dos últimos anos no país.

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