Da Redação
Desembargadora baiana, com mais de três décadas na magistratura, será ministra do Tribunal Superior do Trabalho
O Plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (29), a indicação da desembargadora Margareth Rodrigues Costa para o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A vaga surge com a aposentadoria do ministro Aloysio Corrêa da Veiga.
A votação seguiu uma etapa prévia obrigatória: a sabatina da magistrada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), realizada no mesmo dia. Aprovada pelos senadores na comissão, ela seguiu para o plenário, onde obteve o aval final.
Representatividade no discurso
Durante a sabatina, Margareth Costa destacou o peso simbólico da indicação. Ela disse que não chegava ao cargo sozinha, mas carregando a representatividade de muitas mulheres corajosas — e também de homens que a apoiaram ao longo da carreira.
A fala repercutiu entre os presentes e evidenciou o que a nomeação representa para o campo da Justiça do Trabalho: a chegada de uma mulher, oriunda da magistratura de carreira, a um dos tribunais mais importantes do país.
Quem é Margareth Costa
Natural de Salvador (BA), Margareth Rodrigues Costa ingressou na magistratura trabalhista em maio de 1990. Em mais de 35 anos de carreira, construiu um currículo extenso dentro da Justiça do Trabalho.
Em 2014, foi promovida por merecimento ao cargo de desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), com sede em Salvador. De 2017 a 2019, dirigiu a Escola Judicial do mesmo tribunal. Ao longo dos anos, foi convocada diversas vezes para atuar diretamente no TST — o que a tornou conhecida na corte antes mesmo da indicação formal.
Atuação no TRT-5
No tribunal regional, Margareth integra a 1ª Turma, a Subseção de Uniformização da Jurisprudência e a SEDI-2 — órgão responsável por uniformizar decisões em matéria de dissídios individuais. A experiência acumulada nessas instâncias é apontada como um dos principais fundamentos para sua indicação ao TST.
Com a aprovação do Senado, ela passa a integrar o órgão máximo da Justiça do Trabalho no Brasil, responsável por julgar recursos e definir precedentes que impactam milhões de trabalhadores em todo o país.