Por Hylda Cavalcanti
A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (08/06), em Cuiabá, a chamada Operação Gemini, que tem como objetivo aprofundar as investigações sobre suposto esquema de comercialização de decisões judiciais e lavagem de dinheiro que teria o envolvimento de integrantes e pessoas vinculadas ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Os principais alvos são o desembargador Dirceu Santos, o deputado estadual Faissal Calil (PL) e o advogado Bruno Oliveira Castro. Os investigados podem responder por crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.
Afastamento pelo CNJ
Em março passado, o desembargador Dirceu Santos foi afastado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após investigações apontarem movimentações financeiras atípicas de mais de R$ 14,6 milhões em cinco anos. Em agosto de 2024, outros 2 desembargadores de Mato Grosso foram afastados por suspeita de receber vantagens financeiras para julgar recursos.
Conforme informações da corporação, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, além de buscas pessoais e determinações judiciais para afastamento dos sigilos bancários.
Rastreamento dos suspeitos
A investigação têm como foco identificar a atuação de suspeitos, rastrear a movimentação financeira relacionada ao caso e verificar quem teria sido beneficiado pelas operações sob análise.O Tribunal de Justiça de Mato Grosso ainda não se manifestou sobre a operação.
O deputado Faissal, que teve o celular apreendido pela PF, disse à imprensa que a operação não tem a ver com o seu mandato de parlamentar e negou qualquer contato com os demais alvos. O desembargador e o advogado não se manifestaram. Na ação, foram apreendidos Rolex, armas e canetas de luxo.
— Com Agências de Notícias