Da Redação
Passageiro tentou abrir porta de emergência durante voo e, em duas ocasiões, agrediu verbalmente funcionários de companhia aérea e policiais federais no Aeroporto de Guarulhos
Um cidadão chileno que colocou em risco a vida de passageiros e tripulantes foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF). Ele tentou forçar a abertura de uma saída de emergência durante um voo e proferiu ataques racistas, xenofóbicos e homofóbicos contra funcionários de uma companhia aérea e agentes da Polícia Federal.
Os episódios aconteceram em maio de 2026, a bordo de uma aeronave e no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O acusado está preso preventivamente.
Tentativa de abrir porta de emergência durante o voo
Na madrugada do dia 11 de maio, enquanto a aeronave sobrevoava Fortaleza (CE), o passageiro tentou forçar a abertura da porta de emergência da aeronave. A tripulação conseguiu contê-lo antes que causasse qualquer dano ao voo.
Logo após ser imobilizado, ele passou a agredir verbalmente os comissários de bordo em espanhol, com insultos relacionados à cor da pele, à orientação sexual e à nacionalidade brasileira dos funcionários. A um deles, chamou de “macaco” (“mono” em espanhol), acompanhando o xingamento com gestos depreciativos que imitavam o animal.
Prisão no retorno ao Brasil
O caso foi registrado e encaminhado à Polícia Federal, que solicitou a prisão preventiva do passageiro, com concordância do MPF. A Justiça Federal acatou o pedido e expediu o mandado de prisão.
A prisão foi cumprida no dia 15 de maio, quando o acusado desembarcou novamente em Guarulhos, vindo do exterior. Antes de ser abordado, ele já havia voltado a agredir verbalmente funcionárias da mesma companhia aérea na sala VIP do aeroporto — desta vez, direcionando ofensas racistas a copeiras e a uma auxiliar de limpeza.
Resistência à prisão e ameaças aos policiais
Durante a abordagem, o passageiro desacatou os agentes federais e resistiu à prisão, o que levou os policiais a usar algemas. No trajeto até a delegacia, ele ainda fez ameaças de morte aos policiais e continuou proferindo insultos contra eles.
Pela gravidade dos atos, o homem responderá por múltiplos crimes: atentado contra a segurança do transporte aéreo, injúria racial, ameaça, desacato e resistência à prisão.
A denúncia foi apresentada pelo procurador da República Leandro Musa de Almeida, da Procuradoria da República em São Paulo.