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Moraes segue parecer da PGR e arquiva duas ações contra políticos acusados de incitação aos atos de 8/1

Há 2 meses
Atualizado terça-feira, 30 de junho de 2026

Por Hylda Cavalcanti

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou duas investigações contra políticos por postagens nas redes sociais que apresentavam supostas incitações aos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023. Foram eles o deputado federal André Fernandes (CE) e a ex-deputada federal e pré-candidata Sílvia Waiãpi (AP). 

Os dois foram acusados de incitar os atos de depredação às sedes dos três Poderes em Brasília por meio de conteúdos publicados na véspera e no dia dos fatos. 

Republicação de conteúdos

Em relação a Sílvia Waiãpi, conforme relatório com investigação feita pela Polícia Federal sobre o caso, a conduta dela poderia se enquadrar como “crime de opinião”. Só que como Sílvia não possuía imunidade parlamentar na época, seria necessária uma investigação em primeira instância. 

Já o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a ex-deputada, afirmou que a postagem dela teve como base “apenas uma republicação de conteúdo amplamente divulgado sobre os atos de 8 de Janeiro e após a execução desses”.

Sem demonstração de influência

No tocante a Fernandes, o relatório da PF informou que o parlamentar incitou publicamente a prática de crime com postagens que “apoiaram a depredação de patrimônio público e deram publicidade aos atos criminosos”. 

Mas no parecer apresentado pela PGR sobre a posição do parlamentar em relação ao episódio, foi ressaltado que apesar de as publicações influenciarem comportamentos que poderiam levar a um crime, não era possível demonstrar o nível de influência de Fernandes, motivo pelo qual foi solicitado o arquivamento do inquérito.

“Serenidade e respeito”

A ex-deputada Sílvia Waiãpi disse, por meio dos seus advogados, que recebeu a decisão com “serenidade e respeito às instituições”. 

Acrescentou, ainda, que a decisão representa o reconhecimento de que não estavam presentes pressupostos jurídicos necessários para a continuidade da investigação. A assessoria de André Fernandes não se manifestou até agora.

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