STJ moderniza serviço de emissão de certidões para maior segurança e acessibilidade aos jurisdicionados – – –
Operação Faroeste: STJ condena desembargadora e juiz por venda de decisões em disputa de terras na Bahia  – – –
Lula aceita 19 condições de Flávio para abertura de sigilos e cobra reciprocidade – – –
STF decide que imunidade de ITBI na integralização de capital vale para empresas imobiliárias – – –
Bancada do PT na Câmara pede ao STF suspensão da transferência da ilha de Richarlison a advogado Willer Tomaz – – –
STF confirma exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins – – –
MPSP pede à Justiça condenação de Eduarda Campopiano por crime de transfobia contra Erika Hilton – – –
Depois do TSE e da ANPD, ONU também se posiciona sobre atuação da Meta nas eleições brasileiras – – –
Possibilidade de TSE suspender canais políticos de WhatsApp causa polêmica e tumultua a Corte – – –
Lula sanciona lei que perdoa dívidas do MEI e amplia teto de faturamento para R$ 140 mil – – –
Estátua da Justiã, em frente ao STF

Ministros criticam investigação de Toffoli pela PF, diz Mônica Bergamo

Há 8 meses
Atualizado sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Ministros do Supremo Tribunal Federal criticaram a atuação da Polícia Federal por investigar o ministro Dias Toffoli sem autorização da Corte, segundo informação publicada pela jornalista Mônica Bergamo. O relatório da corporação foi entregue ao presidente do tribunal, Edson Fachin, e acabou desencadeando a saída de Toffoli da relatoria do caso Banco Master.

A apuração foi apresentada no início da semana e gerou forte reação interna entre os magistrados.

Na quinta-feira (12), após reunião entre os ministros, Toffoli deixou a condução do processo que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro.

Críticas à atuação da PF

Segundo a coluna, o ministro André Mendonça foi quem fez a manifestação mais contundente durante o encontro.

“Não acho que isso seja aceitável, eu não gostaria disso para ninguém”, teria afirmado, de acordo com relatos da reunião.

A maioria dos magistrados concordou com a avaliação de que a investigação não poderia ter avançado sem autorização prévia do Supremo.

Para apurar a conduta de um integrante da Corte, a Polícia Federal precisa de autorização formal do próprio STF.

Questionamento sobre origem dos indícios

Ministros ouvidos pela coluna sustentam que o relatório entregue a Fachin indica que os indícios contra Toffoli não teriam surgido de forma fortuita.

Segundo essa interpretação, houve cruzamento de dados e pesquisas, inclusive em juntas comerciais.

“Não foi acidental, um encontro fortuito com indícios. Fizeram uma investigação à revelia do STF, e não poderiam fazer isso”, afirmou um integrante do tribunal à coluna.

O mesmo ministro acrescentou que não se tratava de simples envio de material bruto, mas de investigação efetiva envolvendo o nome do magistrado.

Divergência sobre procedimentos

Defensores da atuação da PF apresentam versão diferente.

De acordo com essa corrente, os policiais teriam seguido o procedimento adequado e encaminhado a Fachin apenas mensagens extraídas do celular de Vorcaro que mencionavam Toffoli.

Nessa leitura, não teria havido aprofundamento investigativo específico em relação ao ministro.

Ainda assim, prevaleceu entre os magistrados a avaliação de que a permanência de Toffoli na relatoria agravaria o desgaste institucional do Supremo.

Relatório e repercussão interna

A situação se intensificou após a entrega de relatório com troca de mensagens entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel.

Zettel é casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, e chegou a ser detido pela PF.

Nas mensagens, segundo a coluna, Vorcaro e Zettel discutem pagamentos à empresa Maridt, que tem Toffoli entre os sócios.

As conversas mencionariam transferências realizadas em 2025, ano em que teria sido concluído negócio envolvendo a compra de um resort.

Pressão e saída da relatoria

Durante a reunião, Toffoli declarou aos colegas que não era suspeito e manifestou desejo de permanecer na condução do caso.

Apesar disso, foi pressionado por ministros a deixar a relatoria, como forma de reduzir o impacto negativo sobre a imagem da Corte.

Ao final, concordou em se afastar da investigação, abrindo caminho para redistribuição do processo.

O episódio evidencia a tensão entre o Supremo e a Polícia Federal e expõe o delicado equilíbrio entre autonomia investigativa e prerrogativas institucionais da Corte.

Autor

Leia mais

Sede do STJ

STJ moderniza serviço de emissão de certidões para maior segurança e acessibilidade aos jurisdicionados

Há 10 horas
Sessão da Corte Especial do STJ

Operação Faroeste: STJ condena desembargadora e juiz por venda de decisões em disputa de terras na Bahia 

Há 10 horas
Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL)

Lula aceita 19 condições de Flávio para abertura de sigilos e cobra reciprocidade

Há 10 horas

STF decide que imunidade de ITBI na integralização de capital vale para empresas imobiliárias

Há 11 horas
Vista aérea de Angra dos Reis (RJ)

Bancada do PT na Câmara pede ao STF suspensão da transferência da ilha de Richarlison a advogado Willer Tomaz

Há 11 horas

STF confirma exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins

Há 11 horas