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Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

Moraes agenda para dia 28 oitiva de Flávio Bolsonaro à PF em processo por calúnia contra presidente Lula

Há 3 meses
Atualizado sexta-feira, 17 de julho de 2026

Da Redação

Está agendado para as 14h do próximo dia 28 de julho, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF),  a oitiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no processo que investiga denúncia contra ele de ter caluniado o presidente Lula (PT). Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio é pré-candidato à presidência da República nas eleições deste ano.

A investigação foi aberta após uma postagem publicada pelo senador na plataforma X em 3 de janeiro de 2026, na qual atribuiu ao presidente crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Flávio também associou imagens de Lula ao ex-líder da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhadas de um texto afirmando que o presidente brasileiro “será delatado”.

Manifestação da PGR

Moraes marcou a audiência para ouvir o pré-candidato em acolhimento a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu que a Polícia Federal (PF) ouça o senador sobre o caso. 

Em sua decisão, o ministro informou que pediu ao senador para indicar data e horário considerados ideais para ele, para a realização da oitiva. Porém, como após o prazo estabelecido por ele para dar esse prazo, a indicação não foi feita, o agendamento ficou para o dia 28. 

Falsa imputação ao presidente

A defesa do senador, conforme informações do STF, pediu a renovação do prazo e a disponibilização de novas datas, mas Moraes ressaltou que os advogados de Flávio não apresentaram qualquer comprovante da impossibilidade de o senador comparecer à oitiva no período agendado. Por isso, manteve a data e justificou que o ato tem o propósito de “assegurar o regular prosseguimento das investigações”.

Conforme as apurações feitas pela Polícia Federal que constam em relatório encaminhado ao STF sobre o caso, o senador fez “uma falsa imputação de crime ao presidente Lula, por tentar associar a prisão do então presidente da Venezuela pelo governo dos EUA com o argumento de que ele (Maduro) é associado a cartéis de drogas, a ligações que também possuem conexão com o presidente brasileiro.

Investigação da PF

Em 13 de abril de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a abertura de uma investigação — atendendo um pedido da PF com parecer favorável da PGR — para apurar se Flávio cometeu crime com a postagem. Ao concluir o caso, a PF pediu que o STF adotasse as providências necessárias. Foi quando Moraes encaminhou o relatório da PF para análise da PGR, que se manifestou a favor da oitiva.

Entre os crimes que o senador sugeriu ao ex-presidente quando publicou texto fazendo uma conexão entre ele e Nicolás Maduro, foram apontados tráfico internacional de drogas e armas; lavagem de dinheiro; suporte a terroristas e ditaduras; e fraudes em eleições.

Trechos do relatório da PF

“Tendo em vista o teor da postagem associando a imagem do presidente Lula ao do ex-presidente Maduro, que acabara de ser preso, acusado pelos EUA de envolvimento com o tráfico de drogas, alegando que o primeiro seria delatado, fica claro que o senador afirma que a delação seria feita por Nicolas Maduro”, afirmou a PF no relatório.

“Fica claro, ainda, que, no entendimento do senador, os crimes pelos quais o presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem, quais sejam, tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e eleições fraudadas”, acrescentou o documento.

— Com informações do STF e da Polícia Federal

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