Drone do militares dos EUA utilizado no planejamento do ataque à Venezuela

CIA rastreou Maduro com drones e informantes dentro do governo Maduro, diz NYT

Há 2 semanas
Atualizado domingo, 4 de janeiro de 2026

Agência americana de inteligência teve papel crucial na captura do presidente venezuelano, monitorando seus passos com drones furtivos e fontes infiltradas

A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, anunciada pelo presidente Donald Trump após a ofensiva militar dos Estados Unidos contra Caracas, foi resultado de meses de planejamento e espionagem sofisticada coordenada pela CIA, segundo fontes familiarizadas com a operação. A informação é do jornal The New York Times.

A agência de inteligência americana monitorou os movimentos de Maduro por dias antes da intervenção, com ajuda de drones furtivos e um informante infiltrado no alto escalão do governo venezuelano.

De acordo com pessoas informadas sobre os bastidores da missão, a operação combinou coleta intensiva de informações e ações encobertas, num trabalho conjunto entre a CIA e forças de operações especiais americanas.

Espionagem aérea e infiltrado no governo venezuelano

A CIA utilizou uma frota de drones de vigilância com tecnologia furtiva, que sobrevoaram o território venezuelano de forma quase constante, gerando inteligência em tempo real. Paralelamente, um informante infiltrado na estrutura do governo Maduro forneceu a localização exata do presidente nos momentos que antecederam sua detenção.

Ainda não está claro como a agência americana recrutou essa fonte dentro do círculo de poder de Caracas. No entanto, especialistas apontam que o processo pode ter sido facilitado pelo incentivo financeiro: o governo dos EUA havia oferecido uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Planejamento meticuloso e operação militar precisa

Segundo um oficial sênior do governo norte-americano, a captura foi o resultado de uma parceria estreita entre a CIA e as Forças Armadas, com meses de planejamento estratégico. Analistas da inteligência e de operações especiais teriam “conectado Maduro” — ou seja, localizado com precisão — desde os estágios iniciais da operação.

A missão, embora fortemente apoiada pela inteligência da CIA, foi classificada como uma ação de aplicação da lei realizada pelas forças de operações especiais dos EUA, e não como uma operação direta da agência.

Nova diretriz para operações agressivas da CIA

A atuação da CIA na Venezuela ocorreu sob uma autorização presidencial dada por Donald Trump, que em novembro do ano passado aprovou o planejamento de ações secretas no país sul-americano. O então diretor da CIA, John Ratcliffe, havia declarado durante sua sabatina no Congresso que pretendia liderar uma agência mais agressiva, focada em operações encobertas para proteger interesses americanos.

Ainda em dezembro, a CIA realizou um ataque com drone armado a um porto utilizado por uma suposta quadrilha de narcotráfico na costa venezuelana — uma das diversas ações que antecederam o ataque de maior escala, que terminou com a captura de Maduro.

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