Da Redação
A Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) — por meio do seu Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) — e a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagraram, nesta terça-feira (14/4), a Operação Cítrico, no município de Cabedelo (PB). O prefeito, Edvaldo Neto (Avante), eleito no último domingo (12/04), foi preso ao lado de outros secretários da cidade e assessores.
O objetivo é aprofundar a apuração de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa. No total, estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a 13 alvos.
Edvaldo ocupa o cargo de prefeito de forma interina desde 2025, quando o então prefeito André Coutinho (Avante) foi cassado, também por suspeita de relação com facção criminosa. Entre os investigados estão Cynthia Denize Silva Cordeiro, ex-secretária de Políticas Públicas para Mulheres; e Diego Carvalho Martins, que chegou a comandar o Procon na cidade.
Contratações fraudulentas
Conforme informações iniciais, o esquema investigado teria se valido da contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra vinculadas a determinado grupo criminoso, com infiltração de faccionados em estruturas da Prefeitura de Cabedelo.
Também foi observada a circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado e da utilização de contratos administrativos como instrumento de manutenção de poder, de influência territorial e de blindagem institucional, de acordo com nota divulgada pela Polícia Federal.
Consórcio entre suspeitos
A investigação, segundo os dados divulgados até agora, revelou um consórcio entre os suspeitos, voltado para a perpetuação de contratos milionários e distribuição de vantagens ilícitas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, de desvio de recursos públicos, de lavagem de dinheiro e de financiamento de organização criminosa, sem prejuízo de outros ilícitos eventualmente identificados no curso da apuração.
— Com informações da PF e da CGU