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A foto mostra agentes da PF e da CGU durante a operação Korban.

Operação Korban: CGU e PF combatem desvio de emendas parlamentares voltadas para esportes digitais

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Por Carolina Villela

A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal deflagraram nesta terça-feira (29) a Operação Korban, que investiga o desvio de recursos públicos federais destinados à realização de eventos de esportes digitais. A ação apura possíveis irregularidades na execução de cerca de R$ 15 milhões repassados a uma associação do Distrito Federal para a organização dos jogos estudantis de esportes digitais (JEDIS) entre 2023 e 2024.

As investigações começaram a partir da auditoria realizada pela CGU para avaliar o controle e a transparência das emendas parlamentares, atendendo a determinação do Supremo Tribunal Federal no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854. O esquema investigado envolve recursos de emendas que foram repassados ao Ministério do Esporte por meio de termos de fomento, mas que teriam sido desviados de sua finalidade original.

Operação mobiliza quatro estados e prevê bloqueios milionários

Durante a operação, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF nos estados do Acre, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Além das buscas, o Supremo determinou medidas cautelares de sequestro de bens, incluindo veículos e imóveis, além do bloqueio de contas bancárias das empresas investigadas. As medidas de indisponibilidade patrimonial podem alcançar R$ 25 milhões, quantia que supera os recursos inicialmente destinados ao projeto.

Impacto direto na formação de jovens da rede pública

O projeto JEDIS tinha como objetivo promover o desenvolvimento de estudantes da rede pública de ensino por meio de cursos profissionalizantes na área de jogos digitais e e-sports, além de atividades pedagógicas complementares.

Segundo a CGU, o possível desvio dos recursos compromete diretamente a qualidade da capacitação oferecida aos estudantes e pode ter limitado significativamente o número de beneficiários do programa. A investigação aponta que, caso os orçamentos não tivessem sido desviados, um público-alvo muito maior poderia ter sido atendido, ampliando o impacto social positivo da iniciativa.

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