Solenidade de três anos dos atos de 8/1

Solenidade do 8/1 teve emoção e recados sobre fortalecimento da democracia, das instituições e da soberania nacional

Há 2 semanas
Atualizado quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Por Hylda Cavalcanti

Durante uma solenidade curta mas que chamou a atenção pela emoção e muitos simbolismos, o Executivo Federal, formado não apenas pelo presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e seus ministros, mas também autoridades diversas dos três Poderes, governadores e representantes de movimentos sociais, lembrou a passagem de três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. 

O evento, que culminou com o veto total de Lula ao chamado “PL da Dosimetria” foi destacado por recados sobre a importância da democracia, da soberania nacional e a necessidade de atuação integrada entre os Poderes. Lula disse que o ano de 2026 passa a ser marcado pela consolidação do processo democrático em função da atuação das instituições nacionais desde o final de 2022 até hoje. Frisou que defende um clima saudável entre representantes dos três Poderes no país e que a democracia exige que “se fale pouco e ouça muito”. 

“Celebração de uma vitória”

“O dia de aniversário de três anos desta data precisa ser visto como alerta para que não mais se repita, mas ao mesmo tempo deve ser considerado um dia de vitória”, enfatizou o presidente. 

“Foi o dia em que foi mantido, apesar de todos os atos, o Estado Democrático de Direito no país”, destacou ele. Lula acrescentou que foi um dia de vitória também, porque em meio a tantos problemas e diferenças políticas, seu governo conseguiu conquistar e aprovar no Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal) projetos de lei que ajudaram o país como um todo, independentemente das divergências.

“A democracia é a arte da convivência na adversidade. Nenhum cientista político imaginaria que depois das eleições de 2022 no Brasil, o governo conseguiria tomar posse e governar o país com uma bancada no Congresso majoritariamente oposicionista. Mas conseguimos construir caminhos e aprovar projetos que levaram o país a tantos avanços”, frisou ele.

Desde o período da transição

O presidente acentuou que o primeiro momento tido como fundamental no seu governo foi a promulgação da Emenda Constitucional da transição, que permitiu que sua equipe já começasse a trabalhar e a buscar recursos para serem aplicados em programas fundamentais, antes mesmo de sua posse.

“Isso tudo aconteceu porque não saímos falando mal do governo que estava antes do poder, nos atemos a trabalhar para executar programas destinados a fazer o Brasil se desenvolver e melhorar”, afirmou. 

Segundo o presidente, hoje os números podem comprovar que o Brasil tem a menor inflação acumulada em quatro anos desde o Plano Real, o maior número de empregados com carteira assinada e o menor desemprego da história. Ele ressaltou que previsões pessimistas foram derrotadas, motivo pelo qual o ato desta quinta-feira representa  “uma exaltação a este bom momento que estamos vivendo”.

Atuação do STF no julgamento

O presidente citou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), que qualificou como “excepcional” no julgamento dos responsáveis pela articulação da trama golpista. E disse que o julgamento foi feito dentro do rigor da lei e de forma imparcial. 

“Por isso que o 8/1 está marcado como dia da vitória da nossa democracia, vitória contra os que tentaram mudar o poder pela força e instalar no Brasil um regime de exceção. Dia de vitória contra os traidores da pátria, que conspiraram contra o próprio país”, completou.

“O Brasil e o povo brasileiro venceram porque a democracia não é uma conquista inabalável, ela será sempre uma obra em construção. É muito mais do que uma palavra no dicionário. Requer a participação efetiva da sociedade nas decisões do governo, exigindo cada vez mais um Brasil mais justo e menos desigual. Não temos o direito de esquecer o passado. Precisamos lembrar sempre que não queremos mais no país nem ditadura civil nem militar”, concluiu o presidente.

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