Lula diz que povo quer explicações do Judiciário e pede quebra de sigilo dos envolvidos no caso Master – – –
Sem citar crise, Fachin defende diálogo entre tribunais para aprimorar Justiça brasileira – – –
Ação em nome de pessoa já falecida no momento do ajuizamento deve ser extinta, decide o STJ – – –
Crise no STF leva ao cancelamento da sessão plenária desta quarta-feira – – –
Justiça reconhece união estável homoafetiva de nove anos e determina partilha de bens – – –
STF valida regras do TSE que permitem suspensão de diretórios partidários inadimplentes – – –
OAB/DF pede impeachment de Moraes e Toffoli e investigação de ministros do STF – – –
TST condena TV a indenizar gerente demitido nove dias antes de estabilidade – – –
Flávio Dino reverte afastamento de diretor-geral da PF determinado por Mendonça – – –
Entidades empresariais cobram do STF exame urgente e público da crise institucional – – –
Logo do CNJ na fachada da sede do conselho

Juízes se reúnem em Brasília para aprender a transformar decisões de direitos humanos em políticas públicas

Há 3 meses
Atualizado sexta-feira, 19 de junho de 2026

Da redação

Como transformar decisões internacionais de direitos humanos em realidade concreta e em políticas públicas eficazes no Brasil? É para responder a essa pergunta que trinta juízes e juízas brasileiros se reúnem em Brasília entre os dias 22 e 26 de junho, na Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam). Eles participam da fase final e presencial da terceira edição do curso Cumprimento de Sentenças da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) e Políticas Públicas para sua Implementação, realizado com apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O treinamento integra uma turma de noventa participantes oriundos de diversas partes das Américas e tem como objetivo central capacitar atores-chave do Judiciário para que as formas de reparação ordenadas pela Corte IDH ganhem efetividade prática no cotidiano dos tribunais. A iniciativa representa um esforço concreto para reduzir a distância entre o que é decidido no plano internacional e o que, de fato, acontece dentro das fronteiras nacionais.

Magistrados de diferentes ramos do Judiciário compõem delegação nacional

O CNJ selecionou os trinta magistrados brasileiros observando estritamente a ordem de inscrição por ofício, com atenção à representatividade dos diferentes segmentos do sistema de justiça. O grupo é formado por dez representantes de Tribunais de Justiça estaduais, seis de Tribunais Regionais Federais e cinco de Tribunais Regionais do Trabalho. A delegação conta ainda com dois magistrados de Tribunais Regionais Eleitorais, um do Superior Tribunal Militar e um da própria Enfam.

Completam o grupo cinco vagas reservadas a integrantes da Unidade de Monitoramento e Fiscalização das decisões do Sistema Interamericano (UMF) e do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (DMF), ambos setores do CNJ diretamente responsáveis por acompanhar a execução dessas medidas no país. A presença desses técnicos reforça o caráter prático do curso e a intenção de conectar o aprendizado às estruturas institucionais já existentes.

Os demais sessenta participantes da turma foram selecionados pela própria Corte IDH e pelo Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos do Mercosul, garantindo ao curso uma dimensão verdadeiramente regional e plural.

Formato misto combina aprendizado virtual com semana presencial intensiva

O curso foi desenvolvido em modalidade híbrida. A primeira fase, em formato virtual, teve início em abril e permitiu que os participantes se familiarizassem com os fundamentos teóricos do tema antes do encontro presencial. A segunda fase — a semana que começa nesta segunda-feira (22) na Enfam, em Brasília — é o momento de aprofundamento, troca de experiências e apresentação dos trabalhos finais.

Durante os cinco dias de atividades presenciais, serão combinadas metodologias de oficina, seminários abertos e conferências sobre temas vinculados ao cumprimento de sentenças da Corte IDH, aos mecanismos de supervisão de cumprimento e às políticas públicas com enfoque de direitos humanos. Os participantes também terão espaços estruturados de intercâmbio e diálogo, nos quais apresentarão os trabalhos desenvolvidos ao longo do curso.

A escolha metodológica não é casual. O formato busca superar a lógica da formação meramente expositiva e estimular a construção coletiva de soluções, com base nas experiências concretas vividas por magistrados de diferentes países e contextos institucionais.

Iniciativa busca aproximar o direito internacional da realidade dos tribunais

Um dos pilares do curso é o intercâmbio de experiências entre estados sobre a implementação das reparações determinadas pela Corte IDH. A proposta parte do reconhecimento de que cada país enfrenta desafios distintos para dar cumprimento a essas decisões — e de que o diálogo entre sistemas judiciais pode gerar aprendizados valiosos para todos os envolvidos.

Além disso, o programa apresenta iniciativas voltadas a aplicar o enfoque de direitos humanos ao ciclo completo das políticas públicas, desde sua concepção até sua avaliação. Também incentiva a participação de instituições de direitos humanos, da academia e da sociedade civil no processo de supervisão do cumprimento das sentenças, ampliando o controle social sobre essas obrigações internacionais.

O curso representa, portanto, um investimento direto na capacidade institucional do Brasil para honrar seus compromissos internacionais na área de direitos humanos — e para transformar essas obrigações em benefícios reais para as pessoas mais vulneráveis, que são, em última análise, as principais destinatárias das decisões da Corte IDH.

Serviço

Evento: 3ª edição do curso Cumprimento de Sentenças da Corte IDH e Políticas Públicas para sua Implementação
Quando: 22 a 26 de junho de 2026
Local: Enfam, Brasília (DF)

Autor

Leia mais

Lula de chapéu com a bandeira do Brasil ao fundo/

Lula diz que povo quer explicações do Judiciário e pede quebra de sigilo dos envolvidos no caso Master

Há 1 segundo

Sem citar crise, Fachin defende diálogo entre tribunais para aprimorar Justiça brasileira

Há 10 minutos
Ministro Antônio Carlos Ferreira, do STJ

Ação em nome de pessoa já falecida no momento do ajuizamento deve ser extinta, decide o STJ

Há 20 minutos

Crise no STF leva ao cancelamento da sessão plenária desta quarta-feira

Há 2 horas

Justiça reconhece união estável homoafetiva de nove anos e determina partilha de bens

Há 4 horas

STF valida regras do TSE que permitem suspensão de diretórios partidários inadimplentes

Há 4 horas