Da Redação
Balanço prévio divulgado nesta quinta-feira (07/05) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em relação às eleições deste ano constatou: o pleito contará com um eleitorado superior a 158 milhões de cidadãs e cidadãos. Além disso, a coleta da identificação biométrica de eleitoras e eleitores já alcançou 88,78% do público-alvo, o que corresponde a 140 milhões de pessoas. O levantamento foi divulgado pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira.
Para a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, que deixa o cargo na próxima terça-feira (12/05) — quando será substituída pelo ministro Kassio Nunes Marques — os números são “especialmente significativos para que as eleições sigam o que vêm sendo”.
Avanço da biometria
De acordo com a ministra, “os presidentes dos tribunais regionais eleitorais (TREs) foram especialmente dedicados ao avanço da biometria, que traz mais segurança e mais dados para as eleições e o Brasil agradece por isso”. A magistrada reiterou, ainda, que o processo eleitoral prossegue agora com a preparação das folhas de votação e o carregamento das urnas eletrônicas.
Já o corregedor-geral eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, destacou “a elevada capacidade técnica” das equipes das zonas eleitorais. Segundo ele, desde a reabertura do cadastro eleitoral, no final de 2024 até hoje, foram realizados 15 milhões de atendimentos.
Dados mais detalhados
Os dados apontam um total de 158 milhões de eleitores e eleitoras e percentual de 88,78 desse total do eleitorado com biometria coletada; sendo 140 milhões deles eleitores com cadastro biométrico; 9 milhões, eleitoras e eleitores com registro biométrico recente; 8 milhões, eleitores que passaram por revisões cadastrais e 5 milhões que fizeram novos alistamentos.
O balanço também constatou que 3 milhões do total do eleitorado fez transferências de domicílio e 125 mil novos jovens eleitores foram integrados ao sistema. Para o ministro Antonio Carlos Ferreira, o encerramento do período de alistamento e movimentação do eleitorado para as Eleições 2026 representa importante marco preparatório do processo eleitoral.
E consiste, ao seu ver, em um “resultado de trabalho planejado e desenvolvido de forma integrada pela Corregedoria-Geral Eleitoral, pelas corregedorias regionais e pelas zonas eleitorais de todo o país”.
Empenho dos magistrados
O ministro destacou, ainda, as melhorias implementadas nos últimos meses, como a autenticação biométrica no atendimento, a reformulação visual do Autoatendimento Eleitoral (Título Net), a análise eletrônica prévia de documentos e as medidas voltadas à organização do atendimento presencial nos últimos dias antes do fechamento do cadastro.
“Esse resultado somente é possível graças ao empenho de magistradas, magistrados, corregedoras, corregedores e, especialmente, das servidoras e dos servidores da Justiça Eleitoral, que atuam desde a Corregedoria-Geral Eleitoral, passando pelas corregedorias regionais, até as zonas eleitorais, na linha de frente do atendimento ao cidadão.
Calendário eleitoral
Acrescentou que “ todos trabalhando incansavelmente — inclusive aos finais de semana e feriados — para assegurar a adequada prestação desse serviço essencial à população e o permanente cuidado com o cadastro eleitoral”, enfatizou Ferreira.
O cronograma entra agora em fase voltada a partidos e pré-candidatos. Entre 20 de julho e 5 de agosto, as legendas devem realizar convenções partidárias para oficializar coligações e escolher candidatas e candidatos aos cargos de presidente da República, governador, senador e deputados federal e estadual ou distrital (no caso do Distrito Federal).
Registro das candidaturas
O registro oficial das candidaturas deve ser protocolado na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. A campanha eleitoral começa formalmente nas ruas e na internet no dia seguinte, 16 de agosto.
A votação para o 1º turno ocorrerá no domingo, 4 de outubro, das 8h às 17h (horário de Brasília). Nos cargos em que houver necessidade, o 2º turno será realizado em 25 de outubro.
— Com informações do TSE