Da Redação
De la Espriella vence Cepeda e encerra governo de esquerda na Colômbia
Abelardo de la Espriella derrotou o senador Iván Cepeda por margem mínima na segunda rodada presidencial da Colômbia, encerrando o primeiro governo de esquerda do país e abrindo caminho para mudanças profundas na política interna e externa colombiana.
Vitória apertada decide a presidência
A eleição presidencial da Colômbia teve o resultado mais apertado de sua história recente. Abelardo de la Espriella, advogado de 47 anos, venceu o senador Iván Cepeda por uma diferença de aproximadamente 247 mil votos, o que representa menos de um ponto percentual entre os dois candidatos.
De la Espriella não tinha experiência política antes desta campanha. Ele criou o movimento Defensores da Pátria há menos de um ano e, ainda assim, conseguiu chegar à presidência com apoio de partidos de centro-direita e do ex-presidente Álvaro Uribe, figura influente na política colombiana.
A posse está marcada para 7 de agosto. O novo presidente assume um país que registrou participação histórica nas urnas: 26,3 milhões de pessoas votaram, o equivalente a 63% do eleitorado colombiano.
Mudanças prometidas para o novo governo
Com a vitória, termina o primeiro governo de esquerda da história da Colômbia, liderado por Gustavo Petro, e começa uma transição com promessas de forte mudança de rumo.
Entre as principais propostas de campanha, De la Espriella afirmou que pretende:
- reduzir em 40% os gastos públicos do governo;
- encerrar os diálogos de paz com grupos armados, iniciados durante a gestão Petro;
- construir mega presídios inspirados no modelo adotado em El Salvador;
- buscar apoio dos governos de Trump e de Israel para ações militares contra o narcotráfico.
Essas medidas indicam uma postura mais dura tanto na segurança interna quanto nas relações internacionais do país.
Resultado ainda gera disputa política
Apesar da apuração preliminar apontar a vitória de De la Espriella, o cenário político permanece tenso. Iván Cepeda reconheceu o resultado parcial, mas anunciou que vai impugnar 33 mil seções eleitorais e espera o fechamento oficial da contagem, previsto para esta semana.
Já o presidente Gustavo Petro não aceitou a derrota do candidato apoiado por seu governo. Em publicação na rede social X, ele afirmou que nenhum vencedor pode ser proclamado antes da divulgação do resultado final. Por outro lado, observadores internacionais e a Missão de Observação Eleitoral classificaram o processo eleitoral como tranquilo e bem organizado, sem registros de irregularidades graves durante a votação.