Por Hylda Cavalcanti
A Polícia Civil de São Paulo anunciou neste fim de semana novos desdobramentos no caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, ocorrida no último dia 13, em um salto de rope jump na chamada “Ponte do Esqueleto”, em Limeira (SP). A jovem veio a óbito porque não foram colocados nela todos os equipamentos considerados necessários para este tipo de atividade.
Além das três pessoas que estão presas preventivamente, foram presos temporariamente no sábado (20/06) Evelyne dos Santos Gonçalves, no Rio de Janeiro — responsável pela empresa informal ‘Entrecordas’, que realizava os saltos — e dois homens, cujos nomes não foram identificados, com idades de 25 e 27 anos. Um foi encontrado no município de Limeira e o outro, em Indaiatuba, ambas cidades de São Paulo.
Busca e apreensão
Juntamente com a decretação das prisões temporárias, a Justiça de São Paulo também autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados, com a apreensão de aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Conforme informou a delegada Andréa Levy, os três eram da equipe responsável por organizar os saltos. Andréa explicou que sumiram provas relevantes para a investigação, como o equipamento de captação de imagens usado por Maria Eduarda e arquivos digitais que ajudariam a resolver o caso. A hipótese é de homicídio doloso, além de possível fraude processual.
Câmera 360 sumiu
A polícia busca, nas investigações em curso, a câmera 360 utilizada pela jovem durante o salto. O equipamento é considerado essencial pelos investigadores para reconstruir a queda de 40 metros e não foi encontrado até agora. A suspeita é de que tenha sido destruído ou escondido pela equipe responsável pela empresa que organizava os saltos.
De acordo com a polícia civil, os três instrutores responsáveis pela atividade que continuam presos preventivamente foram autuados por homicídio com dolo eventual e não souberam explicar o erro. A defesa de Evelyne disse que ela tem colaborado desde o início com as investigações e os fatos estão sendo apurados. Já a defesa de um dos homens presos sábado informou que eles não tiveram participação ativa no salto.
O rope jump (ou rope jumping) é um esporte radical de queda livre onde o praticante salta de grandes alturas (como pontes, viadutos ou penhascos) preso a cordas estáticas de alta resistência. A modalidade não possui lei federal específica no Brasil e exige cuidados redobrados com equipamentos.