Aprovado pela Anvisa medicamento não hormonal contra sintomas da menopausa – – –
Anvisa registra medicamento oral para câncer de mama avançado com mutação genética específica – – –
CNJ restringe alvarás judiciais para trabalho infantil artístico e exclui publicidade – – –
TJDFT condena empresa de apostas a devolver R$ 180 mil a pessoa diagnosticada com ludopatia – – –
Pedido de HC contra prisão preventiva pode ser apresentado diretamente ao tribunal de origem, decide STJ – – –
CNJ: Detalhes da proposta que atualiza regras de punição a magistrados são lidos, mas votação fica para agosto – – –
Brasil evita julgamento de Moraes à revelia em ação movida por Rumble e Trump Media – – –
TST obriga empresa de segurança a incluir vigilantes no cálculo de cota de aprendizes e pagar R$ 50 mil por dano moral coletivo – – –
CNJ aprova novas regras para enterro de corpos não identificados e exige laudo técnico antes do sepultamento – – –
STF reúne grupo de estudos para modernizar o sistema de Justiça brasileiro – – –
TST mantém indenização de R$ 3 mil a mãe de autista demitida após entregar laudo do filho à empresa – – –
TSE determina remoção de vídeos que associam Flávio Bolsonaro ao Comando Vermelho e à operação “Unha e Carne” – – –
Moraes ajusta monitoramento eletrônico de Daniel Silveira para feriados prolongados – – –
Estudo do TST aponta que motoristas de aplicativos no Brasil possuem gastos mensais de mais de R$ 5 mil – – –
Tribunais receberam 40,9 milhões de casos novos em 2025 e mesmo assim reduziram estoque, informa o CNJ – – –
STM analisa nesta quarta (24) recursos de Bolsonaro e Garnier relacionados a processos sobre perda de patente – – –
PF investiga banco de Edir Macedo por suspeita de fraude bancária – – –
MPE é contrário a suspensão de pesquisa eleitoral sobre Flávio Bolsonaro – – –
PGR defende Mendonça na relatoria do pedido de investigação do caso “Dark Horse” – – –
CNJ vota fim da aposentadoria compulsória para juízes nesta terça – – –
TRT-2 anula dispensa de empregado de empresa pública por etarismo e determina retorno dele ao cargo – – –
OAB/SP intervém em caso Deolane e apura possível suspensão de registro profissional – – –
Mantida exigência de declaração para registro de criança gerada por reprodução assistida ou autoinseminação – – –
Moraes amplia visita de advogados a Bolsonaro antes de depoimento sobre arma encontrada com militar – – –
STJ reforça que grupos do MP só atuam em investigações como auxiliares, sem substituir promotor natural – – –
PT, PL, PRD e PSD vão ao ar nesta semana com propaganda partidária no rádio e na TV – – –
STJ obriga plano de saúde a cobrir cirurgia robótica para câncer de próstata – – –
CNJ lança plataforma que unifica pedidos de certidões de cartórios em todo o Brasil – – –
Jogo do Brasil na Copa altera expediente dos Tribunais Superiores na quarta-feira – – –
STF valida lei de Minas Gerais que vincula repasse de ICMS a desempenho educacional – – –
TST mantém anulação de cláusula que igualava folgas dominicais de homens e mulheres no RN – – –
CNJ realiza sessão com pauta ampla sobre Judiciário, cartórios e influenciadores mirins – – –
Presas mais três pessoas pela morte de jovem em salto; suspeita é de tentarem atrapalhar investigações – – –
Novas regras para coibir lavagem de dinheiro constam em PL que tramita na Câmara dos Deputados – – –
Ministra Cármen Lúcia, do STF, completou neste domingo (21) duas décadas de atuação na Corte – – –
Ministério da Justiça pede retorno de policiais federais cedidos a outros órgãos para seus locais de origem – – –
Colômbia elege advogado de ultra direita após disputa presidencial mais acirrada da história – – –
Júri começa a julgar policiais por morte de delator do PCC em Guarulhos – – –
Moraes autoriza depoimento de Bolsonaro em casa após escolta impedir intimação policial – – –
STJ fixa nova tese e autoriza remição de pena pelo Enem ou Encceja para detentos do país – – –
TST condena supermercado a pagar indenização gestacional a atendente que conseguiu novo emprego após demissão – – –
Empresas americanas pedem para Moraes ser julgado à revelia nos EUA – – –
Lindbergh envia ao STF mais um pedido de revogação da domiciliar de Bolsonaro após arma ser encontrada com militar – – –
MP junto ao TCU pede investigação e suspensão de campanha de R$ 80 milhões sobre fim da escala 6×1 – – –
Lula assina decreto que permite bloqueio de recursos de bets ilegais – – –
Presidente do TSE destaca combate ao discurso do ódio, prática que considera “incompatível com a democracia” – – –
Roraima e cinco municípios realizam eleições suplementares neste domingo – – –
Fachin defende fraternidade e responsabilidade ética como bases da Justiça do futuro – – –
Juízes se reúnem em Brasília para aprender a transformar decisões de direitos humanos em políticas públicas – – –
Funcionário do STJ suspeito de oferecer acesso antecipado a minutas de decisões da Corte é preso pela PF – – –
MPDFT investiga esquema criminoso envolvendo BRB e várias entidades na folha de servidores do DF – – –
Lei que mudou plano diretor de São Paulo é parcialmente inconstitucional, decide TJSP – – –
Empresa não deve indenizar funcionário demitido por post racista sobre participante do BBB – – –
Bradesco não terá de financiar campanha pública contra assédio moral – – –
STF anula provas em crimes sexuais obtidas com violação à dignidade da vítima – – –
PGR se manifesta contra suspensão de Lei da Dosimetria que pode beneficiar Bolsonaro e aliados – – –
STM mantém entendimento contrário à aplicação do ANPP em crimes do Código Penal Militar – – –
Gilmar Mendes libera tramitação de processos sobre “pejotização” na Justiça do Trabalho – – –
STJ veda posse na presidência de ministros com menos de seis meses antes da aposentadoria – – –
STF discute nulidade de provas em caso Mariana Ferrer e Alexandre de Moraes vota por anular audiência – – –
Operação da PCDF investiga estrutura financeira da facção ‘Comboio do Cão’, relacionada ao tráfico de drogas – – –
STF homenageia Gilmar Mendes pelos 24 anos de atuação no Supremo – – –
Bancada do PT pede CPMI do Banco Master e presunção da inocência a Jaques Wagner – – –
TSE retoma sustentação oral em julgamentos de referendo de liminares – – –
Fachin defende ética e responsabilidade no uso de novas tecnologias pelo Estado – – –
TSE confirma absolvição de influencer e líder comunitário em caso de propaganda eleitoral negativa em MT – – –
STF retoma julgamento sobre validade de provas em caso de crime sexual com repercussão geral – – –
Relator de recursos contra julgamento do STJ que  anulou condenação de Adriana Villela vota por manter decisão – – –
PF divulga foto com dinheiro apreendido e diz que encontrou US$ 49 mil em endereço ligado a Wagner – – –
Edinho, Durigan e Pimenta dizem confiar em Wagner e que “neste governo a PF tem independência e trabalha” – – –
9ª fase da Operação Compliance Zero mira senador Jaques Wagner em investigação de suposta corrupção no caso Master – – –
Selic cai para 14,25% ao ano em terceiro corte seguido do Banco Central – – –
Compliance Zero aponta mais uma vez para Augusto Lima e o crédito consignado – – –
STF julga recurso que pode anular absolvição no caso Mariana Ferrer – – –
Polícia Federal deflagra nova fase de operação Compliance Zero; Jaques Wagner é alvo – – –
STJ receita recursos de engenheiros da Vale e da TÜV SÜD e mantém ações por rompimento de Brumadinho – – –
Para STJ, pessoa relativamente incapaz pode ser sócia de holding familiar, contanto que não a administre – – –
STJ começa a julgar, nesta quinta (18), novo recurso contra decisão sobre o “Crime da 113 Sul” – – –
STF conclui julgamento sobre responsabilidade de plataformas digitais – – –
STF prorroga até 2027 regras de distribuição do FPE – – –
Defesa de Bolsonaro explica a Moraes posse de arma encontrada com militar – – –
STJ estabelece parâmetros para atuação da PMSP por casos de truculência em manifestações – – –
Gilmar Mendes homenageia Fachin por 11 anos no STF – – –
TSE assina termo de integridade das Eleições 2026 com 26 partidos – – –
Tribunal não pode conhecer cerceamento de defesa de ofício, reafirma STJ – – –
TST afasta incorporação de gratificação a bancário após Reforma Trabalhista – – –
MPDFT e PCDF deflagram Operação Black-Tie para apurar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no DF – – –
Eduardo Bolsonaro é condenado a mais de quatro anos de prisão por tentar interferir em julgamento do pai – – –
Ministro Flávio Dino rejeita mudança em regra e impede candidatura de ex-prefeito ao governo de Roraima – – –
PGR se manifesta pela rejeição da revisão criminal apresentada pela defesa do ex-presidente Bolsonaro – – –
Hospital é condenado a indenizar gestante por tratamento desrespeitoso durante parto – – –
Escola é condenada a indenizar aluna punida duas vezes por post em rede social – – –
Justiça condena empresa de games por oferecer “loot boxes” a crianças e adolescentes – – –
STF retoma julgamento das big techs; Toffoli vai apresentar regras gerais – – –
Zanin nega pedido de consórcios e mantém transferência de recursos ao Novo Desenrola Brasil – – –
STF mantém presos pai e primo de Vorcaro após embate entre Gilmar Mendes e André Mendonça – – –
STJ decide que tanto espólio quanto herdeiros de pessoa aposentada por doença grave podem pleitear IR indevido – – –
Davi Alcolumbre nega ter recebido R$ 30 milhões de Vorcaro e promete identificar autores de “calúnia” – – –
Justiça arquiva ação de improbidade por achar que patrimônio alto do réu é “insuficiente” para condená-lo – – –
Gilmar Mendes vota por soltar pai de Vorcaro e ataca “espetacularização” do caso Master, Mendonça rebate – – –
Alexandre de Moraes X Jair bolsonaro

Saiba como foi em detalhes o julgamento histórico sobre a tentativa de golpe de Estado

Há 10 meses
Atualizado terça-feira, 2 de setembro de 2025

Por Carolina Villela

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta terça-feira (2) a ação penal (AP) 2668 contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados de tentativa de golpe de Estado. O esquema de segurança ao redor do STF foi reforçado. Desde o início da manhã, cães farejadores e drones estão sendo usados para fazer uma varredura no local.

O presidente da 1° Turma, ministro Cristiano Zanin, abriu a sessão às 9h11 e leu as regras do julgamento.

Bolsonaro está debilitado e não compareceu

O advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi, confirmou que o ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, não vai acompanhar o julgamento presencialmente. Segundo a defesa, Bolsonaro está “debilitado”, doente e preocupado.

Ao ser questionado sobre a expectativa para o resultado do julgamento, Vilardi disse que “otimista não era a palavra certa” e que iria fazer o melhor trabalho possível.

Unico réu a comparecer à 1° Turma, Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, afirmou que “acredita na justiça e nas provas apresentadas nas minhas alegações finais”. O general, que está com o ombro imobilizado, disse que precisou fazer uma cirurgia após se machucar brincando com o neto.

Deputados governistas também estão acompanhado a sessão de julgamento. O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou que esse é um julgamento histórico. “Nunca um militar foi julgado desde a ditadura”, afirmou.

Núcleo crucial

Fazem parte do Núcleo 1 o ex-presidente Jair Bolsonaro; o deputado federal Alexandre Ramagem; o almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; o general da reserva Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.

A acusação da Procuradoria – Geral da República sustenta que os réus ocupavam posições estratégicas no governo e nas Forças Armadas, o que teria facilitado a articulação de um plano para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Acompanhe o minuto a minuto

9h15 – O relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que as balizas do Estado Democrático de Direito se mostraram acertadas e impediram inúmeros retrocessos. Ele afirmou que o julgamento que se iniciou é um desdobramento do legítimo exercício do STF.

“Um país e a Suprema Corte só tem a lamentar que na história republicana brasileira se tenha novamente planejado um golpe de Estado contra as instituições e a democracia pretendendo-se uma ditadura”, declarou.

9h19 – Segundo Moraes, todos os brasileiros devem afastar com todas as forças qualquer quebra da institucionalidade. Ele reforçou que as instituições resistiram aos ataques de oito de janeiro.

“As instituições mostraram sua força e sua resiliência”, prosseguiu Moraes.

9h20 – ‘Não se pode confundir a saudável pacificação da sociedade com a covardia do apaziguamento, que significa impunidade e desrespeito à Constituição federal. A História nos ensina que a impunidade, omissão e covardia não são opções para a pacificação’, afirmou Moraes.

9H22 – O ministro afirmou que independentemente de pressões internas e externas, o STF vai continuar atuando com imparcialidade. Para o relator, se trata de uma organização criminosa jamais vista no país que tentou coagir e submeter a Corte ao crivo de país estrangeiro.

9h23 – Moraes ressaltou que o Supremo “não aceitará coações ou instruções no exercício de sua atuação”. O ministro também mencionou que a soberania do Brasil “jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida”.

9h24 – “O STF sempre será absolutamente inflexível na defesa da soberania nacional”, pontuou. O ministro defendeu ainda, a autonomia e independência do Supremo Tribunal Federal destacando que “jamais faltou ou faltará coragem para os membros da Corte”.

9h27 – Após o discurso inicial em defesa do STF e das instituições, o ministro Alexandre de Moraes passou a ler o relatório da ação penal.

9h43 – Moraes lembrou que foram ouvidas 52 testemunhas e todos os depoimentos foram divulgados após o fim das oitivas.

9h45 – O relator citou as acareações realizadas e pedidos de diligências e requerimentos deferidos durante a instrução processual penal.

9h49 – Ressaltou que a PGR reforçou as acusações contra os oito réus nas alegações finais apresentadas em 14 de julho.

9h51 – Moraes citou os principais pontos destacados pelo Ministério Público como a identificação de uma organização criminosa estruturada que teria mobilizado recursos e pessoas para gerar a instabilidade social com ataques às instituições e defender medidas autoritárias. A afronta à legalidade constitucional teria o objetivo de manter Bolsonaro no poder.

9h55 – O ministro ressaltou que a PGR apresentou provas dos fatos e citou os planos Copa 2022, Punhal Verde Amarelo, a minuta do golpe, além das ações da chamada Abin paralela para enfraquecer o sistema eletrônico de votação e enfraquecer o governo.

10h18 – O ministro segue na leitura do relatório.

10h38 – O ministro leu trechos em que as defesas negaram a existência de minuta de decreto golpista e questionaram a credibilidade da delação premiada feita por Mauro Cid e competência do STF para julgar o caso.

10h41 – Enquanto Moraes faz a leitura, os ministros Luiz Fux e Flávio Dino e a ministra Cármen Lúcia observavam o relatório imprenso.

10h54 – Moraes encerrou a leitura do relatório.

10h55 – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que é chegada a hora em que a democracia no Brasil assume a sua defesa ativa. argumentando que nenhuma democracia se sustenta se não contar com meios para se contrapor aos ataques

10h56 – Para Gonet, punir a tentativa de golpe de Estado é imperativo de estabilização do próprio regime.

10h59 – Não reprimir criminalmente essas condutas favorece as ações, ressaltou.

11h – Gonet descreveu a trama golpista como um “panorama espantoso e tenebroso”, fenômenos que não podem ser tratados como atos de importância menor, de acordo com o PGR.

11h04 – A tentativa se revela na prática de atos com o propósito de ruptura institucional, afirmou. Ele ressaltou que todos os acusados atuaram e que o diferente de participação de cada um não afasta as responsabilidades.

11h07 – Segundo Gonet, o então presidente da República convocou o alto escalão das Forças Armadas para discutirem as medidas golpistas o apresentar a minuta.

“Foram convocados para aderirem ao movimento golpista estruturado”, pontuou.

11h10 – Para o procurador-geral, quando o presidente da República se reúne com os comandantes militares para executarem o golpe, o golpe em si só já está consolidado.

11h11 – O momento culminante da “balbúrdia” se deu nos atos de oito de janeiro de 2023, segundo Paulo Gonet. Ele lembrou outras ações que antecederam os atos antidemocráticos como a tentativa de invasão à sede da Polícia Federal e explosão de bombas nas proximidades do aeroporto Internacional de Brasília em dezembro de 2022.

11h15 – As provas da acusação são baseadas em testemunhas e documentos. Sobre o aspecto da violência, Gonet mencionou que a ameaça ganhou contornos em discursos contra a legitimidade dos meios eletrônicos de votação para gerar desrespeito ao resultado das eleições de 2022.

11h17 – Gonet ressaltou que a utilização da estrutura da Abin, da força do Estado com a realização de blitz pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) para inibir cidadãos no segundo turno das eleições e os acampamentos em frente aos quarteis também são atos de violência praticados pela organização criminosa.

11h12 – Ele destacou que o golpe só não foi consumado por falta de adesão dos comandantes do Exército e da Aeronáutica.

12h23 – O procurador-geral afirmou que o claro propósito do grupo era promover a ruptura da ordem democrática do Brasil com estrutura liderada por Bolsonaro. Segundo Gonet, a denúncia não se baseou em conjecturas ou elementos frágeis, os próprios integrantes deram detalhes do plano.

11h29 – Paulo Gonet destacou pontos da delação de Mauro Cid em que o ex-ajudante de ordens detalhou o comportamento instigador de Bolsonaro e a atuação de Braga Netto.

11h32 – Desde 2021, o grupo agia para gerar desconfiança e animosidade contra instituições democráticas, sustentou.

11h34 – Citou a live em que Bolsonaro sugeriu em “tom inequívoco” a adoção de forças e a entrevista em que fez ataques contra o ministro Luís Roberto Barroso, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

11h40 – Gonet reforçou manifestações em que o ex-presidente teria demonstrado a recusa em aceitar a alternância do poder com frases como “só saio preso ou morto”.

12h02 – Paulo Gonet encerrou a sustentação oral defendendo a condenação dos réus.

12h03 – O presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, encerrou a sessão, que será retomada a partir de 14h.

Segunda parte da sessão

14h15 – Zanin abriu a sessão para dar continuidade ao julgamento com as sustentações orais das defesas dos réus.

14h17 – O advogado Jair Alves Pereira, que defende o tenente-coronel Mauro Cid, começou destacando a carreira militar do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que tem mais de trinta anos de exército.

14h20 – O defensor argumentou que a delação premiada de Cid já foi validada pelo Supremo em mais de uma ocasião e rebateu as alegações de que o delator teria sido coagido a depor.

14h23 – Ao citar reportagens que vazaram áudios de Cid, Pereira se dirigiu à Moraes afirmando que havia reclamações contra o relator, que reagiu com um sorriso. O advogado continuou:” vossa excelência já está acostumado com isso”, afirmou.

14h28 – Na sequência, ele afirmou que em uma uma tentativa de anular o acordo de colaboração premiada, surgiram “boatos” sobre uma suposta troca de mensagens entre Mauro Cid e Eduardo Kuntz, advogado de Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, também investigado por tentativa de golpe de Estado. Kuntz alega que o tenente-coronel teria conversado com ele por um perfil no Instagram.

14h30 – A defesa afirmou que o documento que mostraria a suposta troca de mensagens, anexado no processo, não se trata de uma ata registrada em cartório, mas sim uma minuta de ata. O que, segundo os advogados de Cid, comprovaria que o documento não é verdadeiro.

14h39 – Jair Alves afirmou ao ministro Luiz Fux que as 11 vezes em que Mauro Cid prestou depoimento à Polícia Federal, ele foi convocado para prestar esclarecimentos e não para mudar as declarações.

14h41 – O advogado informou que Mauro Cid pediu baixa do Exército por não ter mais “condições psicológicas” de continuar nos quadros das Forças Armadas após virar delator no processo.

“Se ele dá sustentação e dinâmica dos fatos, e dá, por que ele não teria os benefícios que ele ajustou? Não seria justo que o Estado, agora, depois de fazer tudo isso, depois de ele estar com cautelar diversa da prisão por mais de dois anos, afastado de suas funções. Inclusive, agora, pediu baixa do Exército, porque não tem mais condições psicológicas de continuar como militar”, disse.

14h42 – Por fim, argumentou que, se o militar não tiver todos benefícios firmados na delação concedidos, isso vai afetar as próximas colaborações.

14h43 – César Bittencourt, que também atua na defesa do ex-ajudante de ordens, iniciou sua sustentação elogiando os ministros da Primeira Turma e arrancou sorrisos tanto do colegiado como do público que acompanha a sessão.

14h44 – Ele afirmou que Luiz Fux “é sempre simpático e atraente, como são os cariocas”. Em tom de brincadeira, Flávio Dino interrompeu a fala: “Não aceito nada menos que isso”. Bittencourt respondeu afirmando que Dino “está acima disso e vem lá do Norte com a galhardia, com a elegância, com o tratamento, com a sabedoria, com o talento, tudo o que a gente precisa ser aqui”.

14h45 – Após o momento de descontração, o defensor afirmou que Mauro Cid “jamais” atuou contra o Estado Democrático de Direito. Ele sustentou que a acusação confunde o vínculo profissional com subserviência.

14h47 – Segundo o advogado, o réu não participou nem incitou os atos criminosos do dia 8 de janeiro de 2023. “Isso não é prova nem aqui nem na China”, afirmou ao ressaltar que não há elementos contra o militar.

14h49 – “Mauro Cid jamais articulou um golpe”, reforçou Bittencourt ao defender a absolvição do cliente.

14h52 – Paulo Renato Garcia, advogado do deputado Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, iniciou a apresentação da defesa.

14h58 – Ele alegou que fatos que não relatados na (PET)12100, que deu origem a ação penal, não constavam na denúncia da PGR.

15h02 – Segundo o defensor, a PGR cometeu um “equívoco muito grave” ao apontar um suposto login de Ramagem ao programa espião First Mile, usado para monitorar autoridades. Segundo ele, não houve acesso ao sistema, mas sim às dependências da Abin.

15h05 – Garcia pediu que os fatos da (PET)12100 não façam parte deste julgamento.

15h17 – Ele negou que Ramagem tenha atuado contra o sistema eleitoral ou orientado Bolsonaro em questões relacionadas às urnas eletrônicas.

15h22 – Disse que o documento encontrado com Ramagem, chamado “presidentedocx”, era apenas um “compilado de críticas” feito pelo ex-diretor da Abin.

15h40 – Sobre a Abin paralela, classificou como um “termo infeliz”, por ter sido criado pela imprensa. Ele afirmou que a maior parte dos relatórios da denúncia, atribuída como monitoramento ilegal, foi retirada da internet.

15H48 – O ministro Luiz Fux afirmou que não iria se declarar impedido de participar do julgamento por causa de alegações infundadas. “Isso não vai influir em nada”.

15h54 – “O processo eleitoral brasileiro é auditável”, rebateu a ministra quando Garcia tentou explicar as citações.

15h53 – A ministra Cármen Lúcia esclareceu a diferença entre processo eleitoral e voto impresso, já que os termos foram usados pelo advogado várias vezes.

“Vossa Senhoria sabe a distinção entre processo eleitoral auditável e voto impresso, porque repetiu como se fosse sinônimo e não é, porque o processo eleitoral é amplamente auditável no Brasil, passamos por uma auditoria e para que não fique para quem assiste a ideia de que não é auditável. Uma coisa é a eleição com processo auditável, outra coisa é o voto impresso”, afirmou.

16h04 – Demóstenes Torres, advogado de Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, disse que Flávio Dino teve “premonição” de que seria ministro do STF.

16h05 – Ele citou projetos sobre o judiciário, aprovados quando Dino era deputado, e que teria contado com forte atuação do então parlamentar.

16h10 – Em tom de brincadeira, Demóstenes afirmou que gosta do ministro Alexandre de Moraes e Bolsonaro ao mesmo tempo. Algo incomum, segundo ele. O advogado afirmou que levaria cigarros para o ex-presidente, se fosse necessário.

16h15 – O advogado só entrou especificamente na defesa do cliente após mais de quinze minutos de cumprimentos e apresentação.

16h17 – Segundo o defensor, a proposta da PGR para a homologação da colaboração de Mauro Cid é injurídica, não existe. “Não estamos pedindo a anulação da delação, estamos pedindo a rescisão”, afirmou 

16h23 – Ele defendeu que deve haver o nexo causal individualizado, ou seja, individualizar as condutas dos réus. 

16h31 -Demóstenes pediu para a PGR retificar a informação de que Garnier teria participado de uma reunião em 5 de julho de 2021 com Bolsonaro, quando não esteve presente.

16h48 – Segundo o advogado, o presidente Bolsonaro poderia ter trocado os comandantes das Forças Armadas, que são subordinados, se eles tivessem se recusado a aderir ao golpe.

16h50 – “O almirante Garnier não fez nada disso”, afirmou ao negar a participação do réu nos atos de 8 de janeiro.

16h52 – Concluiu pedindo a absolvição do ex-comandante da Aeronáutica.

16h53 – Eumar Novacki, que atua na defesa de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, elogiou a atuação do STF afirmando que o que se pede neste julgamento não é benevolência, mas a aplicação do direito.

15h56 – Embora tenha destacado a independência do Supremo, ressaltou que os ministros e a instituição não estão imunes a críticas.

16h58 – Ele rebateu a acusação da PGR de que Torres forjou provas no processo sobre a viagem que fez com a família para os Estados Unidos em 6 de janeiro de 2023, dois dias antes dos atos antidemocráticos. Segundo Novacki, a agência que emitiu as passagens apresentou um email oficial comprovando que as reservas foram feitas em 18 de novembro de 2022.

17h06 – A defesa argumentou que o Ministério Público ao adotar “inverdades flagrantes”, tinha a intenção de confundir os julgadores.

17h07 – “Em nenhum dos processos, das várias quebras de sigilos, existe uma mensagem sequer ligando Anderson Torres ao golpe”, argumentou.

17h12- Uma perícia técnica teria comprovado que Torres não emitiu nenhum juízo de valor ao participar de uma live em que Bolsonaro criticou as urnas eletrônicas, alegou Novacki.

17h19 – Para o defensor, a acusação da PGR é “uma tentativa desesperada de ligar Anderson Torres a uma tenebrosa trama golpista”.

17h28 – Eumar Novacki afirmou que não houve interferência do ministério da Justiça na elaboração do plano de policiamento no segundo turno das eleições e que o planejamento foi institucional.

17h36 – Ele ressaltou que Anderson Torres convocou uma reunião em 5 de janeiro de 2023, com o general Gustavo Dutra, então Comandante Militar do Planalto (CMP) e integrantes do governo do Distrito Federal para discutir a desmobilização do acampamento em frente ao quartel do Exército em Brasília.

17h42 – O advogado argumentou ainda, que ex-secretário de Segurança Pública do DF assinou o Protocolo de Ações Integradas – plano de atuação das forças de segurança – antes de viajar.

17h51 – Eumar Novacki encerrou a defesa de Anderson Torres.

17h53 – O ministro Cristiano Zanin anunciou o fim da sessão.




Autor

Leia mais

Aprovado pela Anvisa medicamento não hormonal contra sintomas da menopausa

Há 5 horas

Anvisa registra medicamento oral para câncer de mama avançado com mutação genética específica

Há 5 horas

CNJ restringe alvarás judiciais para trabalho infantil artístico e exclui publicidade

Há 5 horas
Plataformas de bets em celular

TJDFT condena empresa de apostas a devolver R$ 180 mil a pessoa diagnosticada com ludopatia

Há 5 horas
Ministro Reynaldo Fonseca, do STJ, durante sessão

Pedido de HC contra prisão preventiva pode ser apresentado diretamente ao tribunal de origem, decide STJ

Há 8 horas
Sessão plenária do CNJ

CNJ: Detalhes da proposta que atualiza regras de punição a magistrados são lidos, mas votação fica para agosto

Há 8 horas
Maximum file size: 500 MB